A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) propôs uma ampla atualização em suas regras de certificação de aeronaves para aproximá-las dos padrões europeus, iniciativa que pretende encurtar o tempo de aprovação de novas aeronaves comerciais sem alterar os requisitos de segurança.

A proposta prevê alinhar diversos padrões de aeronavegabilidade aos utilizados pela Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (EASA), reduzindo a necessidade de condições especiais, isenções e outras análises caso a caso frequentemente exigidas durante o processo de certificação.

Segundo a FAA, os fabricantes teriam um processo de certificação mais uniforme nos dois lados do Atlântico, o que diminuiria custos e reduziria o volume de trabalho de engenharia necessário para comprovar conformidade com diferentes conjuntos de regulamentos.

A medida pode beneficiar fabricantes como Boeing, Airbus, Embraer e Bombardier, cujas aeronaves são rotineiramente certificadas por ambas as agências antes de entrarem em operação em companhias aéreas ao redor do mundo.

A321XLR na Bolívia
A321XLR na Bolívia

A certificação de uma nova aeronave comercial normalmente leva vários anos e envolve extensos testes em solo e em voo, além da análise de milhares de documentos técnicos pelos órgãos reguladores. Diferenças entre os requisitos da FAA e da EASA podem aumentar o tempo e a complexidade desses programas.

A proposta surge também no momento em que as duas agências trabalham para certificar as variantes MAX 7 e MAX 10 do Boeing 737, que estão atrasadas. O vice-administrador da FAA, Chris Rocheleau, afirmou recentemente que a agência está nas etapas finais da certificação de ambas as aeronaves, enquanto a EASA apontou a validação do MAX 10 como uma de suas prioridades.

A FAA informou que a regra proposta manteria ou elevaria os padrões atuais de segurança, ao mesmo tempo em que modernizaria os requisitos de certificação. A agência vai receber comentários do público antes de tomar uma decisão final.