A Alemanha prepara o lançamento de uma concorrência para uma nova aeronave de guerra eletrônica baseada no jato executivo Bombardier Global 8000, com o objetivo de reforçar sua capacidade de neutralizar e suprimir defesas aéreas inimigas.
A agência federal de compras de defesa, BAAINBw, finalizou a documentação para o pedido de propostas e aguarda aprovação final antes de iniciar formalmente o processo, segundo informações do Aviation Week. A meta é assinar o contrato antes do fim de 2026.
A aeronave atuará como jammer de longo alcance, capaz de executar missões de ataque eletrônico fora do alcance dos sistemas de defesa aérea hostis. Essa capacidade integra o programa luWES, que também prevê ativos de guerra eletrônica de escolta e de penetração para apoiar operações da OTAN.
Berlim pretende adquirir um lote inicial de seis aeronaves, com possibilidade de ampliar a frota para 12 em uma fase posterior. O cronograma acelerado ocorre em meio ao aumento dos gastos de defesa alemães e à participação do país na aliança.

O programa deve estimular a competição entre empresas alemãs de defesa interessadas em assumir a integração dos sistemas de missão. Airbus e Hensoldt aparecem como possíveis candidatas, embora representantes do setor defendam uma abordagem conjunta.
A Alemanha chegou a avaliar o cargueiro Airbus A400M para a missão antes de direcionar o foco para jatos executivos. Bombardier Global 6500 e Global 8000 despontaram como principais opções, com o governo optando pelo Global 8000 devido ao porte, alcance e desempenho superiores.
Se confirmada, a iniciativa alemã será uma das primeiras aplicações militares especiais do Global 8000, o mais recente jato executivo de ultralongo alcance da Bombardier.
O projeto avança enquanto a Alemanha também estuda conceitos futuros de guerra eletrônica. Durante o ILA Berlin Air Show, a empresa de tecnologia de defesa Helsing apresentou um conceito de versão de ataque eletrônico do caça colaborativo CA-1 Europa, que pode entrar em serviço por volta de 2031.



