A ANA Holdings, controladora da All Nippon Airways (ANA), encomendou mais oito jatos Embraer E190-E2, ampliando seu compromisso com a fabricante brasileira para 23 pedidos firmes.
O novo pedido, aprovado pelo conselho de administração da ANA em 29 de julho, está avaliado em aproximadamente US$ 642 milhões (¥105 bilhões). As entregas estão previstas entre os anos fiscais de 2029 e 2032. A ANA selecionou o E190-E2 pela primeira vez em 2025, quando fez um pedido de 15 aeronaves, além de cinco opções de compra.
As aeronaves adicionais serão operadas pela parceira regional IBEX Airlines, em acordo ACMI. A ANA continuará responsável pelo planejamento de rotas, programação e vendas de passagens, enquanto a IBEX ficará encarregada da operação dos voos.
As duas companhias também planejam ampliar a atual parceria de codeshare para um acordo comercial mais abrangente a partir de 2029, sujeito à aprovação regulatória.

Atualmente, a IBEX opera uma frota de nove jatos regionais CRJ700, que serão gradualmente substituídos pelo E190-E2.
A companhia foi cliente lançadora do programa SpaceJet da Mitsubishi Aircraft, originalmente conhecido como MRJ, que tinha como objetivo competir diretamente com os E-Jets da Embraer.
Substituindo o fracassado programa SpaceJet
A ANA optou pelo E190-E2 após o colapso do programa SpaceJet da Mitsubishi Aircraft, do qual era cliente lançadora. O fabricante japonês passou anos tentando certificar o jato regional, até que a Mitsubishi Heavy Industries cancelou o projeto em 2023, após sucessivos atrasos, redesenhos e bilhões de dólares em custos de desenvolvimento.

O SpaceJet M90 foi projetado para competir diretamente com o Embraer E190-E2 no mercado de jatos regionais. Ambos os modelos foram desenvolvidos em torno da família de motores turbofan de engrenagem da Pratt & Whitney, com o jato japonês utilizando o PW1200G e o E190-E2 equipado com o PW1900G.
Até o momento da publicação, a Embraer não havia se manifestado sobre o anúncio da ANA.
