A Azul anunciou que voltará a ter ações negociadas em uma bolsa de valores de Nova York poucos meses após concluir seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos sob o Chapter 11.

A partir de 1º de junho, os recibos de ações (ADSs) da companhia passarão a ser negociados na NYSE American com o código “AZUL”. Atualmente, os papéis são negociados no mercado OTC dos EUA, ambiente de balcão com menor liquidez e menos exigências regulatórias.

A NYSE American é uma divisão da Bolsa de Nova York voltada principalmente para empresas menores, em reestruturação financeira ou que ainda não atendem todos os requisitos da New York Stock Exchange (NYSE), o principal mercado acionário americano.

Segundo a Azul, a expectativa é migrar para a NYSE principal já em julho, caso cumpra todas as condições exigidas para a listagem.

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“Estamos no caminho para a listagem na New York Stock Exchange no início de julho de 2026”, afirmou o CEO John Rodgerson em comunicado ao mercado. As ações AZUL3 continuarão negociadas normalmente na B3, no Brasil.

A movimentação ocorre após a companhia concluir recentemente sua reestruturação financeira nos Estados Unidos. Durante o processo de Chapter 11, a Azul renegociou dívidas, revisou contratos de leasing de aeronaves e buscou reorganizar sua estrutura de capital após anos de pressão financeira agravada pela pandemia e pela desvalorização cambial.

A volta a uma bolsa americana tende a ampliar o acesso da companhia a investidores internacionais e facilitar futuras operações de captação de recursos.