A Boeing registrou receita de US$ 24,6 bilhões no segundo trimestre e elevou sua carteira total para o recorde de US$ 715 bilhões, impulsionada pelo aumento nas entregas de aeronaves comerciais e novos pedidos. A empresa também gerou seu primeiro fluxo de caixa livre positivo em um trimestre desde 2023.
A fabricante entregou 171 aeronaves comerciais no trimestre, ante 150 no mesmo período do ano anterior. A divisão Commercial Airplanes registrou receita de US$ 11,8 bilhões, enquanto o prejuízo operacional diminuiu para US$ 322 milhões, em comparação com US$ 557 milhões no segundo trimestre de 2025.
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A Boeing reportou prejuízo líquido de US$ 428 milhões, frente a US$ 612 milhões um ano antes. O fluxo de caixa operacional atingiu US$ 1,4 bilhão, enquanto o fluxo de caixa livre somou US$ 631 milhões. Segundo a empresa, a melhora reflete o aumento nas entregas comerciais e capital de giro favorável no trimestre.
A Commercial Airplanes registrou 246 pedidos líquidos no trimestre, incluindo acordos com Korean Air, Delta Air Lines e SMBC Capital. A divisão encerrou junho com uma carteira de mais de 6.200 aeronaves avaliadas em US$ 597 bilhões, ambos recordes para o segmento.

A Boeing também informou avanços em seus programas de desenvolvimento comercial. O programa 737 iniciou a transição da produção para 47 aeronaves por mês, enquanto a nova linha 737 North Line começou a produção inicial em baixa cadência em julho.
Os voos de teste de certificação foram concluídos tanto para o 737-7 quanto para o 737-10, e a Boeing mantém a expectativa de certificação ainda este ano, com as primeiras entregas previstas para 2027. A empresa também informou que o 777X recebeu aprovação da FAA para iniciar os voos de teste de certificação sob a Type Inspection Authorization 4B e segue com previsão de entrada em serviço em 2027.
No segmento de defesa, a receita aumentou 13%, alcançando US$ 7,5 bilhões, embora o setor tenha registrado pequeno prejuízo operacional após contabilizar novo encargo de US$ 280 milhões no programa VC-25B Air Force One.
Segundo a Boeing, o custo adicional se deve principalmente ao aumento de recursos para produção e certificação, e a expectativa segue para a entrega da primeira aeronave em 2028.



