A Boeing está aumentando a produção dos jatos 737 MAX após consultar autoridades de aviação dos Estados Unidos, informou a empresa, sinalizando confiança nos controles de qualidade de sua fabricação, segundo a Reuters.

A meta da empresa é elevar a produção do 737 de 42 para 47 aeronaves por mês em 2026, após a decisão da Federal Aviation Administration de retirar o limite de produção e diante da recente recuperação industrial. A Boeing também prepara sua unidade em Everett, Washington, para receber uma nova linha de montagem do 737 MAX, onde inicialmente serão fabricadas múltiplas variantes enquanto valida processos antes do aumento de ritmo.

O CEO Kelly Ortberg afirmou que a Boeing já concluiu em grande parte os voos de certificação do 737 MAX 7 e MAX 10, as menores e maiores versões da família de corredor único. A certificação desses dois modelos, junto com o novo widebody 777-9, levou vários anos além do previsto e impactou significativamente os resultados financeiros da Boeing.

“Acho que o único ponto que destaco em que não alcancei meus objetivos foi concluir mais cedo as certificações dos novos aviões comerciais”, disse Ortberg.

Linha de montagem final do Boeing 737 MAX em Everett (Boeing)
Linha de montagem final do Boeing 737 MAX em Everett (Boeing)

Ele acrescentou que está “bastante confiante de que não teremos contratempos na fase final dos testes em voo” para certificar o novo sistema anti-gelo do motor do 737 MAX. O sistema já havia sido um obstáculo para a aprovação regulatória do MAX 7 e MAX 10.

Produção do Dreamliner

A produção do 787 Dreamliner voltou ao ritmo de oito aeronaves por mês após uma queda no início do ano devido a atrasos nos motores fornecidos pela GE Aerospace. Ortberg destacou que problemas de certificação com novos assentos premium têm retardado as entregas dos 787 já concluídos. A Boeing ainda espera elevar a produção do 787 para 10 unidades por mês até o fim do ano, desde que as entregas de motores acompanhem o ritmo, afirmou.

Boeing 737 MAX 8 (Gol)
Boeing 737 MAX 8 (Gol)

O aumento de produção ocorre enquanto a Boeing busca estabilizar suas fábricas e recuperar a confiança dos reguladores após uma série de falhas de qualidade. A empresa está sob fiscalização reforçada da FAA desde o incidente em janeiro de 2024, quando um tampão de porta se desprendeu em voo em um 737 MAX 9 da Alaska Airlines.

Ortberg, que assumiu como CEO da Boeing em agosto de 2024, colocou como prioridades estabilizar a produção e eliminar gargalos de certificação. A empresa ainda não definiu uma data para a primeira entrega do MAX 7 e MAX 10, mas a conclusão dos testes em voo elimina um dos principais entraves.