O Primeiro Ministro do Canadá, Mark Carney, pretende revisar o acordo de compra de 88 caças Lockheed Martin F-35A caso vença as eleições gerais marcadas para 28 de abril.
A declaração, feita durante campanha em Halifax, Nova Escócia, é mais um passo na guerra comercial travada com os Estados Unidos após o presidente do país Donald Trump iniciar uma série ataques verbais ao país.
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O republicano, que está no cargo há pouco mais de dois meses, também decidiu sobretaxar produtos canadenses além de ameaçar anexar o país.

A antipatia com Trump tem feito a maior parte dos canadenses reverem uma tendência a votarem no Partido Conservador e darem mais uma chance aos Liberais, de Carney, que assumiu a liderança do partido em 9 de março, no lugar do então Primeiro Ministro Justin Trudeau.
O Ministro da Defesa canadense, Bill Blair, anunciou em 14 de março que a pasta iria buscar alternativas aos caças F-35.
Investimento no Canadá
Segundo Carney, o acordo mediado pelo Pentágono não será cancelado, mas ‘ajustado’. Ao menos 16 jatos furtivos serão entregues no entanto, já que encontram-se em estágios de produção para entrega a partir de 2026.

“Temos alternativas ao F-35, então iremos explorá-las, assim como os ministros da defesa e de compras irão explorar como o programa F-35 poderia ser ajustado, incluindo maior investimento aqui no Canadá, maior produção aqui no Canadá”, disse o Primeiro Ministro.
O caça F-35, de 5ª geração, colecionou várias vitórias recentes, sobretudo na Europa, em que superou aeronaves como o Dassault Rafale, o Eurofighter Typhoon e o Saab Gripen, que são de geração 4.5.
O stress provocado pela administração Trump, incluindo seu vice-presidente, J.D. Vance, feroz crítico da União Europeia, acendeu a luz amarela nos líderes do continente, que agora buscam uma independência maior em defesa.
Uma correção. O Primeiro Ministro Mark Carney está há a quase duas semanas e não meses no posto.
Oi, Fabricio, obrigado pelo aviso. No entanto, a referência aos dois meses no cargo e para o presidente dos EUA. Abraços