O Boeing 777-9 deve receber certificação apenas no início de 2027, segundo declarações do administrador da Federal Aviation Administration (FAA) dos EUA, Bryan Bedford, em entrevista à Aviation Week.
Durante o CAPA Airline Leader Summit em Charleston, Carolina do Sul, na semana passada, Bedford afirmou que espera a conclusão da certificação das versões restantes do Boeing 737 MAX antes, seguida pelo programa 777X.
“Acredito que teremos o MAX 7 primeiro, depois o -10 e, com sorte, o 777 no início do próximo ano”, disse Bedford.
O novo cronograma representa mais um adiamento para o maior avião bimotor da Boeing. A fabricante havia indicado anteriormente que as atividades de certificação avançavam para conclusão em 2026, o que permitiria iniciar as entregas logo em seguida.

O modelo próximo da certificação é o 777-9, o primeiro e maior integrante da família 777X. Equipado exclusivamente com motores GE9X da GE Aerospace, o avião foi projetado para transportar mais passageiros que os widebodies atuais, com consumo de combustível inferior ao de quadrimotores de gerações anteriores.
A Boeing já acumula 541 pedidos firmes do 777-9 de companhias aéreas e empresas de leasing em todo o mundo. A Lufthansa será a cliente de estreia assim que as entregas começarem.
O 777-9 realizou o primeiro voo em janeiro de 2020, mas a campanha de certificação enfrentou diversos contratempos nos últimos anos, adiando a entrada em serviço muito além do cronograma original da Boeing.

A Boeing mantém os voos de teste com uma frota de quatro aeronaves de desenvolvimento do 777-9. Um dos marcos finais para a certificação envolve os testes ETOPS (Extended-range Twin-engine Operational Performance Standards), exigidos para operações de longo curso sobre oceanos e áreas remotas.
Entre os maiores clientes estão Emirates, Qatar Airways, Lufthansa, British Airways e Cathay Pacific. A Boeing também avança na montagem do primeiro 777-8 Freighter, que substituirá o 777F como principal cargueiro de grande porte da fabricante.



