A China confirmou oficialmente que vai adquirir 200 aviões da Boeing após a cúpula realizada na semana passada entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, encerrando dúvidas sobre a concretização do pedido citado pelo republicano.

O acordo foi divulgado pelo Ministério do Comércio da China, que informou que os Estados Unidos fornecerão garantias de suprimento para peças de motores aeronáuticos e outros componentes aeroespaciais relacionados ao contrato.

As autoridades chinesas não detalharam quais modelos de aeronaves fazem parte do acordo nem informaram o cronograma de entregas.

A confirmação veio após dias de incerteza, depois que Trump anunciou inicialmente, em entrevista à Fox News, que a China havia concordado em comprar ‘200 grandões’ da Boeing.

Os presidentes Donald Trump e Xi Jinping durante uma reunião na China (Social media)
Os presidentes Donald Trump e Xi Jinping durante uma reunião na China (Social media)

Investidores e analistas esperavam um pacote significativamente maior, com relatos anteriores à cúpula indicando negociações envolvendo cerca de 500 aeronaves, em sua maioria Boeing 737 MAX. As ações da Boeing caíram após os comentários iniciais de Trump, já que o número divulgado ficou abaixo do esperado.

Dias depois, porém, Trump afirmou que o acordo poderia eventualmente chegar a até 750 aeronaves, o que representaria o maior pedido da história da Boeing caso fosse totalmente concretizado.

O CEO da Boeing, Kelly Ortberg, integrou a delegação dos Estados Unidos durante a visita a Pequim, ao lado de executivos de outras grandes empresas americanas.

Visto pousando em São Paulo-Guarulhos, a Air China é a única operadora a ligar o Brasil com a China (Rafael Luís Canosa).
Visto pousando em São Paulo-Guarulhos, a Air China é a única operadora a ligar o Brasil com a China (Rafael Luís Canosa).

O acordo representa o primeiro grande contrato da Boeing com a China em quase uma década. O fabricante americano vinha enfrentando acesso restrito ao mercado chinês nos últimos anos, em meio a disputas comerciais e tensões políticas entre Pequim e Washington.

O Ministério do Comércio da China também informou que os dois países buscam prorrogar a trégua tarifária alcançada em outubro de 2025, que havia reduzido temporariamente restrições comerciais e flexibilizado o controle chinês sobre exportações de minerais de terras raras e ímãs.

Trump tem pressionado repetidamente parceiros comerciais a adquirirem aviões da Boeing durante negociações, considerando as exportações aeroespaciais um elemento estratégico da política industrial e do balanço comercial dos Estados Unidos.