A companhia aérea estatal da Letônia, airBaltic, apresentou um novo plano de negócios nesta terça-feira, 11, que prevê uma redução significativa em sua frota de aviões Airbus A220-300, abandonando a estratégia de expansão que previa 100 aeronaves e passando a priorizar a restauração da estabilidade financeira.
A empresa informou que espera operar cerca de 36 A220-300 até o final de 2026, em comparação com as 54 aeronaves atualmente em serviço. A frota aumentaria gradualmente para cerca de 40 aeronaves até 2031.
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A decisão representa uma mudança relevante para um dos maiores operadores de A220 do mundo. Segundo o Planespotters, a airBaltic atualmente opera 54 A220-300 e já adicionou cinco aeronaves em 2026, incluindo duas entregues em junho.
O A220 é rival direto do E2 da Embraer e a airBaltic sempre foi uma das "garotas propaganda" do modelo na Europa.
O plano de negócios anterior, elaborado antes de uma oferta pública inicial (IPO) planejada, considerava crescimento contínuo de passageiros e expansão da frota. Agora, a companhia afirma que a demanda mais lenta, custos operacionais mais altos, incertezas geopolíticas relacionadas às guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, além da persistente escassez de motores Pratt & Whitney, mudaram essas premissas.

Em vez de buscar uma expansão acelerada, a airBaltic vai concentrar sua malha no principal hub em Riga, apostando mais em contratos ACMI para manter as aeronaves voando durante todo o ano e reduzir o impacto da sazonalidade.
Apesar da frota consideravelmente menor, a empresa espera manter a capacidade programada próxima aos níveis atuais por meio de maior utilização das aeronaves. O número de assentos-quilômetro disponíveis (ASK) deve cair de cerca de 9,6 bilhões em 2026 para 8,7 bilhões em 2027, antes de se recuperar para aproximadamente 10,5 bilhões até 2031.
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O plano revisado também prevê uma reestruturação financeira abrangente. A airBaltic busca €225 milhões em financiamento provisório e propôs um pacote de recapitalização que combina nova dívida, aporte de capital e conversão parcial de títulos em circulação em ações.

A companhia estima que a nova estratégia pode gerar cerca de €45 milhões em benefícios recorrentes anuais, por meio da redução de custos operacionais e uso mais eficiente da frota.
A airBaltic afirmou que a reestruturação não afetará as operações atuais e que todos os voos programados continuam operando normalmente.



