A COMAC pensa grande e não estamos nos referindo aos seus atuais jatos comerciais e futuros widebodies. A fabricante estatal chinesa de aeronaves comerciais já faz planos de lançar um jato supersônico de passageiros.
Os primeiros traços do C949, como foi batizado o jato, foram revelados discretamente pela empresa nas últimas semanas como um trabalho acadêmico, mas que traz a meta de colocar a aeronave no mercado até 2049.
O C949, em sua primeira configuração, possui asas super enflechadas, canards e cauda em V. Dois motores instalados na parte traseira da fuselagem serão responsáveis por impulsionar o jato até Mach 1.6, ou 1,6 vez a velocidade do som.
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O “Concorde chinês”, se não será tão veloz quanto o original, ao menos levará mais passageiros (168 assentos) e de forma mais silenciosa, emitindo no máximo 89,3 décibeis.

De quebra, voará mais longe, com uma autonomia 50% maior que o jato anglo-francês, ou cerca de 11.000 km.
Corrida pelo novo jato supersônico de passageiros
Uma apresentação com o logo da COMAC mostra o C949 como o próximo avião da empresa, após os widebodies C929 e C939, portanto previsto para entrar em serviço bem depois que o Overture, da Boom Supersonic.
A companhia dos EUA está na dianteira da corrida pelo novo airliner supersônico, tendo recentemente concluído voos de testes com o jato experimental XB-1.

Nesse sentido, a Boom afirma ter conseguido evitar o estampido característico ao voar sobre regiões habitadas, um dos obstáculos para o sucesso do projeto.
A empresa diz ter encontrado um ‘nicho’ onde as ondas de choque não chegariam a superfície, mas o conceito ainda terá que ser provado perante os reguladores de aviação.
Já a NASA, em parceria com a Lockheed Martin, está perto de realizra o voo inaugural do avião X-59, um conceito que faz uso de uma configuração inédita para retardar as ondas de choque geradas pelo boom supersônico.

A experiência é considerada a mais promissora para resolver esse problema, que impediu que o Concorde pudesse voar sobre o território dos Estados Unidos acima da velocidade do som.
Se está mais atrasada, a COMAC conta com uma vantagem, o apoio pleno do governo chinês para acelerar o programa a velocidades “supersônicas”, se preciso.