O Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (USMC) pretende retirar de operação sua frota de jatos F/A-18 Hornet de primeira geração até 2030, conforme mensagens internas que circulam na corporação. A desativação abrange os Hornet “legado” — modelos A, B, C e D, incorporados na década de 1980 — à medida que os Fuzileiros avançam para uma frota composta exclusivamente por caças F-35 Lightning II.

O cronograma tem sido discutido em documentos de planejamento e comunicações informais entre líderes da aviação, embora ainda não exista uma diretriz oficial divulgada publicamente para toda a força.

O plano de aposentadoria ocorre em meio ao aumento dos custos de manutenção e à escassez de peças para os Hornet envelhecidos. A aeronave, que já foi o principal vetor da aviação tática dos Fuzileiros, tornou-se cada vez mais cara para manter em operação.

Mensagens internas analisadas por veículos especializados indicam que a corporação pretende desativar os últimos esquadrões de Hornet legado até o fim da década, liberando recursos para o F-35.

O F/A-18C realizou seu último voo na Marinha dos EUA em 2019, mas o Corpo de Fuzileiros manteve o modelo em operação. O Hornet legado substituiu o F-4 Phantom e o A-7 Corsair nos anos 1980 e participou de todos os principais conflitos dos EUA desde então. Sua retirada encerrará uma trajetória de 40 anos do “Classic” Hornet no serviço dos Fuzileiros.

Caça AV-8B Harrier decolando a partir do USS Bonhomme Richard (US Navy)
Caça AV-8B Harrier decolando a partir do USS Bonhomme Richard (US Navy)

AV-8B Harrier II

Paralelamente à retirada do Hornet, o Corpo de Fuzileiros também está desativando o AV-8B Harrier II. O último voo operacional da aeronave de decolagem e pouso vertical/curto está previsto para 3 de junho, após o qual o último esquadrão de Harrier migrará para o F-35B. O Harrier, incorporado na década de 1980, foi peça-chave em operações expedicionárias dos Fuzileiros a partir de navios anfíbios e bases terrestres de infraestrutura limitada.

Com a saída do Hornet e do Harrier do inventário, o Corpo de Fuzileiros passará a operar exclusivamente três variantes do F-35: F-35B para decolagem curta e pouso vertical, F-35C para operações embarcadas e F-35A para missões convencionais em terra. A frota padronizada deve simplificar logística, treinamento e manutenção em toda a corporação.

A transição não se limita a caças tripulados. O Corpo de Fuzileiros também avança na adoção de aeronaves de combate não tripuladas. A corporação vai testar o General Atomics YFQ-42A, drone originalmente desenvolvido para a Força Aérea dos EUA, equipado com sistema de missão dos Fuzileiros. O programa busca avaliar como plataformas não tripuladas podem apoiar operações do grupo-tarefa aeroterrestre dos Fuzileiros.