Embraer amplia laços com África do Sul, mirando venda do C-390

Fabricante assinou um Memorando de Entendimento com a Denel, maior companhia aeroespacial e de defesa do país africano
Acordo de cooperação entre a Embraer e a Denel, da África do Sul
Acordo de cooperação entre a Embraer e a Denel, da África do Sul (Embraer)

A Embraer tem usado a promessa de parcerias industriais com países como argumento de venda para vender suas aeronaves.

Foi assim recentemente com a Polônia e nos últimos dias com a Turquia. Ainda durante a LAAD, maior exposição de defesa da América Latina, a Embraer celebrou um novo Memorando de Entendimento, desta vez com a Denel, maior companhia aeroespacial e de defesa da África do Sul.

Segundo as duas empresas, o MoU visa estabelecer uma potencial colaboração futura na manufatura de aeroestruturas, manutenção, reparo e revisão do KC-390 Millennium.

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“Estamos entusiasmados para fortalecer nosso relacionamento com a Denel, uma líder aeroespacial na África do Sul, na medida em que o país procura substituir seus aviões militares. Nosso intuito é fornecer à África do Sul a aeronave mais avançada em sua categoria, ao mesmo tempo em que cooperamos com a indústria sul-africana”, disse Fabio Caparica, vice-presidente de Contratos da Embraer Defesa & Segurança.

“Nosso relacionamento de longa data se estende por várias décadas, e essa colaboração fortalecerá ainda mais nossa parceria. A Denel está bem equipada e é um parceiro industrial reconhecido para realizar as tarefas necessárias previstas nesta colaboração, melhorando significativamente as capacidades de transporte aéreo estratégico no continente africano”, acrescentou Chris Boshoff, CEO Aerospace da Denel.

O C-390 faz parte de das forças aéreas de vários países, como a África do Sul (Embraer)

A citação ao C-390 não é aleatória. O avião está sendo oferecido à South African National Defence Force (SANDF) como um substituito para os antigos C-130B Hercules que não tem quase voado.

A SANDF tem cinco aeronaves em sua frota, mas que precisam de serviços de manutenção para voltar a operarem.

A governo da África do Sul chegou a lançar uma licitação para recuperar os turboélices, mas abandonou os planos logo depois.

 

 

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