A Embraer finalmente reconheceu a seleção do A-29 Super Tucano pelo governo da Panamá para ser sua nova aeronave de vigilância e proteção, mas a fabricante não confirmou quantas aeronaves estão sendo negociadas.
Em março, a National Air and Naval Service do Panamá (SENAN) anunciou ter iniciado tratativas para adquirir quatro turboélices de treinamento avançado e ataque leve, junto com dois aviões de transporte Airbus C-295.
Como não possui forças armadas, o Panamá possui uma frota de vigilância e controle de fronteiras, mas utiliza aeronaves de ligação e transporte nessas missões.
“É uma honra para a Embraer ter sua aeronave selecionada pelo Serviço Nacional Aeronaval e Ministério de Segurança Pública do Panamá. O Super Tucano é líder mundial em sua categoria e com certeza poderá alavancar as capacidades de vigilância, reconhecimento e proteção do território panamenho”, disse Bosco da Costa Junior, CEO da divisão de Defesa e Segurança durante a LAAD, onde foi feito o anúncio.

O Panamá será o oito país latino-americano a operar o Super Tucano, juntamente com o Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Uruguai e República Dominicana.
Desde o ano passado, a Embraer voltou a fechar contratos pelo A-29 após um hiato de três anos. Além de Uruguai e Paraguai, a aeronave foi encomendada por um país africano e também por Portugal na variante A-29N, específica para a OTAN.