A Embraer prolongou a pausa no programa de desenvolvimento do E175-E2, jato regional para 90 passageiros e que é o menor membro da família E2.
Agora a empresa brasileira prevê retomar as atividades de desenvolvimento dentro de quatro anos, portanto, 2029. A previsão de entrada em serviço será reprogramada, porém, a Embraer não forneceu uma data precisa.
A pausa tem como causa a cláusula de escopo existente entre as grandes companhias aéreas dos EUA e o sindicato de tripulantes para impedir que rotas de maior demanda fossem repassadas para as empresas alimentadoras, que pagam salários mais baixos.
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Por conta do acordo, aeronaves a jato só podem ser operadas pelas transportadoras regionais ligadas aos principais grupos como American, Delta e United se não ultrapassarem 76 assentos e 86.000 libras (39.000 kg) de peso máximo de decolagem.
O E175-E2 extrapola o segundo requerimento já que a Embraer apostou que as restrições seriam afrouxadas, o que não ocorreu. A aeronave pode levar até 90 passageiros em classe única e decolar com quase 99.000 libras (44.800 kg).
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Terceira pausa
A Embraer planejava estrear o E175-E2 em 2021 como substituto do E175, sua aeronave comercial mais bem sucedida na história da companhia.
O E175-E2 é equipado com motores Pratt & Whitney PW1700G de alto desempenho, asas completamente redesenhada, controles 100% eletrônicos (fly-by-wire) e um novo trem de pouso. Comparado ao E175 de primeira geração, 75% dos sistemas do modelo E2 são novos, segundo a Embraer.
De acordo com a fabricante, o avião é até 16% em combustível e 25% nos custos de manutenção por assento em relação ao modelo da primeira geração.
O protótipo do jato voou pela primeira vez em dezembro de 2019, mas em meio à pandemia, a fabricante anunciou a primeira pausa, empurrando a entrada em serviço para 2023.
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Em fevereiro de 2022, a Embraer anunciou a segunda pausa no desenvolvimento, de três anos, completados neste mês. Na época ela previa que o E175-E2 entraria em serviço entre 2027 e 2028.
Se seguir o mesmo entendimento, a terceira pausa colocará a aeronave em vias de estrear a partir de 2031 ou 2032.
Até 2018, o E175-E2 possuía 100 pedidos firmes, segundo a Embraer, mas a carteira foi zerada a partir do terceiro trimestre daquele ano.
Enquanto não há perspectiva de mudanças na restrições da cláusula de escopo, a Embraer segue aprimorando o E175 de primeira geração, que possuía 164 aeronaves pendentes de entrega até o final de 2024.