A Embraer selecionou a empresa indiana Bharat Forge como fornecedora de materiais forjados, meses após a fabricante brasileira iniciar conversas com potenciais empresas locais que poderiam integrar sua cadeia de suprimentos.

Pelo contrato anunciado nesta segunda-feira, 11 de maio, a Bharat Forge fornecerá produtos forjados para a cadeia global da Embraer, enquanto a companhia busca diversificar fornecedores e reduzir a dependência de uma base industrial mais concentrada.

O acordo faz parte da estratégia da Embraer para ampliar sua presença na Índia, mercado considerado pela empresa como uma das maiores oportunidades futuras de crescimento para a aviação comercial mundial.

“Alinhada à nossa nossa estratégia de diversificação da cadeia de suprimentos, vemos a Índia como uma grande oportunidade”, afirmou Roberto Chaves, vice-presidente executivo de suprimentos globais e cadeia de suprimentos da Embraer.

A Bharat Forge, sediada em Pune, fornece componentes para diversos setores industriais, incluindo aeroespacial, defesa e aplicações automotivas.

O acordo de fornecimento surge meses após a assinatura de um memorando de entendimento entre a Embraer e o Grupo Adani, da Índia, para estudar a criação de uma linha de montagem final do jato regional E175 no país.

Jeet Adani, Diretor, Adani Defence & Aerospace, e Arjan Meijer, CEO da Aviação Comercial na Embraer (Embraer)
Jeet Adani, Diretor, Adani Defence & Aerospace, e Arjan Meijer, CEO da Aviação Comercial na Embraer (Embraer)

O presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, já declarou que o projeto depende da obtenção de compromissos firmes para pelo menos 200 aeronaves de clientes indianos antes de qualquer decisão de investimento.

Segundo a empresa, a produção do E175 na Índia pode começar já em 2028, caso sejam garantidos pedidos suficientes até o fim de 2026.

Atualmente, a Embraer fabrica seus aviões comerciais exclusivamente no Brasil.

A companhia vem ampliando contatos com empresas aeroespaciais indianas e autoridades do governo local, buscando estabelecer uma presença industrial mais forte em um mercado que deve demandar centenas de aeronaves regionais e de corredor único nas próximas décadas.

A Índia segue como um dos poucos grandes mercados de aviação onde a Embraer ainda não conquistou um pedido significativo de jatos comerciais de uma companhia aérea local.