Embraer e Turkish Aerospace miram linha de montagem dos jatos E2 na Turquia

Memorando de Entendimento assinado nesta terça-feira, 1, discutirá “potencial parceria industrial em pesquisa e desenvolvimento”
E195-E2 Tech Eagle
Embraer E195-E2 (Embraer)

A Embraer e a estatal Turkish Aerospace (TUSAŞ) assinaram um Memorando de Entendimento (MoU em inglês) na terça-feira, 1, que pode levar à abertura de uma linha de montagem do jato comercial E2 na Turquia.

O escopo da parceria, no entanto, ainda é pouco detalhado. A Embraer afirmou buscar “novos fornecedores e parceiros) no mundo enquanto a Turkish pretende “aperfeiçoar sua capacidade tecnológica”.

A TUSAŞ é focada em aeronaves militares como o treinador supersônico Hürjet e o caça de 5ª geração KAAN. A fabricante brasileira, por seu lado, tem um portfólio mais amplo que inclui jatos executivos, aviões de treinamento militar e o cargueiro tático C-390 Millennium.

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Assinatura do Memorando de Entendimento
Assinatura do Memorando de Entendimento

“A Embraer está entusiasmada com estas oportunidades significativas com a Turkish Aerospace. A sua experiência na fabricação e montagem aeroespacial alinha-se perfeitamente com os nossos objetivos estratégicos. Este Memorando de Entendimento marca um passo significativo para explorar soluções inovadoras e expandir a nossa presença global”, disse Franciso Gomes Neto, CEO da Embraer.

“Este memorando é um marco significativo para a indústria de defesa e aeroespacial da Turquia. Buscaremos aprimorar ainda mais as nossas capacidades tecnológicas e moldar o futuro da aviação por meio da nossa colaboração com a Embraer”, acrescentou Mehmet Demiroğlu, CEO da Turkish Aerospace.

O 'todo-poderoso' KAAN decola pela primeira vez
O ‘todo-poderoso’ KAAN decola pela primeira vez (TAI)

A empresa turca afirmou que pretende aprimorar suas capacidades de manufatura em estrutras metálicas e compósitos, a montagem final de fuselagens, componentes, além de realizar testes de voos e pintura.

Para a Embraer, uma nova linha de montagem na Europa poderia abrir espaço para que ela amplie a produção e possa atender a mais mercados.

Atualmente, o backlog da família E2 compreende 174 jatos, com os slots de produção ocupados para os próximos anos.

 

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