A Embraer registrou receita de US$1,4 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior e o maior valor já alcançado pela empresa para o período.
O aumento resulta de um maior número de aeronaves entregues, especialmente nas áreas de defesa e aviação comercial, que atualmente lideram a expansão da companhia.
O EBIT ajustado atingiu US$ 94 milhões, com margem de 6,5%, acima dos 5,6% registrados um ano antes. Na prática, a empresa melhorou a eficiência operacional. No entanto, o lucro líquido ajustado caiu para US$ 27,7 milhões, ante US$ 50 milhões, mostrando que o crescimento da receita ainda não se refletiu em maior rentabilidade.
Defesa & Segurança foi o principal motor do desempenho. A receita subiu 63%, para US$ 227 milhões, impulsionada pelo aumento da produção e entregas do KC-390, além do maior volume do A-29 Super Tucano. O segmento se consolida como um dos mais relevantes para o crescimento e a rentabilidade da Embraer.

A Aviação Comercial gerou US$ 293 milhões, alta de 45%, com mais jatos E2 entregues e melhor precificação. A divisão volta a ganhar força após um período de desempenho mais fraco nos anos anteriores.
A aviação executiva somou US$ 418 milhões (+30%), enquanto Serviços & Suporte alcançou US$ 490 milhões (+15%), sustentados por uma frota ativa maior, que demanda manutenção e suporte.

O fluxo de caixa segue pressionado. A Embraer investiu US$ 98,8 milhões no trimestre, ou US$ 148,6 milhões considerando a Eve, ao formar estoques e se preparar para um volume maior de entregas ao longo do ano.
A empresa eleva os gastos agora para produzir aeronaves que serão entregues nos próximos trimestres. Isso normalmente pressiona o caixa no curto prazo, com expectativa de melhora apenas quando essas aeronaves forem entregues aos clientes.



