Engenheiros e técnicos da Boeing aprovaram novos acordos trabalhistas de quatro anos, eliminando o risco de uma greve que poderia interromper o trabalho em diversos programas de aeronaves comerciais do fabricante.

Os membros da Society of Professional Engineering Employees in Aerospace (SPEEA) aprovaram as propostas revisadas da Boeing na quarta-feira. Os acordos abrangem cerca de 17.000 funcionários, incluindo aproximadamente 13.000 engenheiros e cientistas e 4.000 técnicos, projetistas e analistas.

Entre os profissionais, 67,62% votaram a favor do acordo. Entre os técnicos, a aprovação foi mais apertada, com 53,48% dos votos favoráveis.

O resultado encerra uma disputa trabalhista que chegou a levantar a possibilidade de uma greve já a partir de 7 de outubro. Os sindicalizados já haviam autorizado a SPEEA a convocar uma paralisação caso as negociações fracassassem.

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A possibilidade de greve era especialmente delicada para a Boeing porque os membros da SPEEA atuam em engenharia, suporte à produção e certificação de aeronaves. Uma paralisação poderia afetar os trabalhos de certificação em andamento do 737 MAX 10 e do 777-9, dois modelos que a Boeing busca colocar em operação comercial.

Boeing Renton
Boeing Renton | Spicypepper999

Segunda proposta recebe aprovação

Os trabalhadores haviam rejeitado a proposta anterior da Boeing em agosto. Na ocasião, 64% dos profissionais e 72% dos técnicos votaram contra a oferta.

Os acordos revisados preveem um aumento salarial imediato de 10%, seguido de reajustes anuais de pelo menos 4%. Ajustes adicionais por desempenho podem acrescentar até dois pontos percentuais nos anos seguintes.

Segundo a Reuters, a remuneração média deve aumentar cerca de 32% ao longo dos quatro anos de vigência dos contratos. O novo pacote também amplia as contribuições para a aposentadoria de parte dos funcionários.

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A Boeing já havia iniciado planos de contingência para o caso de uma greve. O acordo elimina mais um potencial fator de interrupção enquanto a empresa trabalha para ampliar a produção de aeronaves e concluir diversos programas de certificação atrasados.

A última grande greve da SPEEA na Boeing ocorreu em 2000. Naquela ocasião, a paralisação envolveu engenheiros e técnicos, durou 40 dias e impactou a produção e as entregas de aeronaves.

Os novos acordos abrangem principalmente funcionários do estado de Washington, onde a Boeing concentra grande parte das atividades de engenharia de aeronaves comerciais e monta o 737 em Renton e a família 777 em Everett.