A Royal Air Force (RAF) decidiu reduzir o número de aviões da equipe acrobática Red Arrows para sete jatos em vez de nove, na maioria das apresentações deste ano, justificando a decisão pela necessidade de preservar a frota envelhecida de Hawk T1.
A formação completa com nove aeronaves será vista apenas em duas ocasiões: no sobrevoo do aniversário do Rei em junho e nas comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos em julho.
O Hawk T1 equipa os Red Arrows desde 1980. A frota deve ser aposentada em março de 2030. Peças de reposição estão cada vez mais difíceis de encontrar à medida que as aeronaves envelhecem.
Segundo a RAF, a redução para sete jatos nas apresentações regulares contribui para uma gestão sustentável da frota e prepara a equipe para a transição para um novo modelo de aeronave. Os Red Arrows já voaram com sete aeronaves em 2012 e 2022.
A equipe não participa de operações de combate, mas serve para demonstrar as capacidades da RAF e apoiar o recrutamento. O custo anual de manutenção da frota é de £27,7 milhões (R$ 188 milhões), segundo a ex-ministra de aquisições de defesa Maria Eagle. Pelo menos 40 apresentações estão programadas para este ano.

Os esforços para encontrar um substituto para o Hawk T1 enfrentam dificuldades. A Aeralis, empresa britânica que desenvolve um treinador avançado a jato de fabricação nacional, entrou em administração judicial na semana passada. Os administradores atribuíram a situação à pressão contínua no fluxo de caixa após atrasos no Plano de Investimento em Defesa do Reino Unido e fatores geopolíticos que afetam o financiamento.
Outros fabricantes também disputam o fornecimento do próximo treinador. Boeing, BAE Systems e Saab oferecem em conjunto o T-7A Red Hawk, já selecionado pela Força Aérea dos Estados Unidos como novo treinador. Leonardo e outras empresas também manifestaram interesse.
O Ministério da Defesa informou que ainda não há decisão final sobre a aquisição. A Revisão Estratégica de Defesa do governo britânico recomendou a substituição do Hawk T1 por um treinador avançado de custo competitivo, com preferência para empresas britânicas sempre que possível.



