Em evento para autoridades, imprensa e convidados, a Força Aérea Brasileira (FAB) inaugurou, em julho, o Museu Aeroespacial Paulista (MAPA), em São Paulo.
Com a missão de resgatar, preservar e difundir a história da aviação no país, o novo espaço ocupará uma área de 100 mil metros quadrados dentro do Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP), no Aeroporto Campo de Marte. O acervo reunirá aeronaves civis e militares, entre aviões e helicópteros.
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Durante a apresentação, foram abertos ao público os hangares 01 e 05. O primeiro funciona como área de recepção e abriga uma exposição com itens ligados à aviação, como capacetes, miniaturas de aeronaves, uma maquete do 14-Bis e hélices.
O espaço conta ainda com um lounge equipado com assentos ejetáveis, além de uma vitrine com uniformes históricos e uma mostra permanente de 36 fotografias de aeronaves registradas pelo Suboficial Johnson Barros, fotógrafo especializado em aviação.

O Hangar 05 reúne parte do acervo do museu, com aeronaves de transporte, caça e treinamento expostas lado a lado, representando diferentes períodos da história da aviação. Na área externa, o artista brasileiro Gabriel Menezes, conhecido como Mena, criou um mural a céu aberto que coloca Santos Dumont ao centro da composição.
À esquerda, aparecem referências ao passado; ao centro, o 14-Bis; e, à direita, aeronaves como o P-47 utilizado pela FAB na campanha da Itália durante a Segunda Guerra Mundial, o Embraer E2, o F-39 Gripen e um conceito de aeronave VTOL, simbolizando o futuro da aviação.
Na área externa, o MAPA também prevê uma espécie de "Safari", com aeronaves distribuídas ao longo do percurso para que os visitantes possam se aproximar e até tocar em modelos históricos da aviação militar, como o Messerschmitt Bf 109, o Supermarine Spitfire e um MiG-21 que integrou a Força Aérea da Polônia.
O museu também reunirá peças históricas da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), do Parque de Material Bélico da Aeronáutica do Rio de Janeiro (PAMB), do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), do Museu Asas de um Sonho, de São Carlos, e do Memorial Aeroespacial Brasileiro (MAB).
O projeto é liderado pelo Major-Brigadeiro do Ar Rodrigo Fernandes Santos e concretiza uma antiga iniciativa do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno. A implantação será gradual, ocupando áreas externas e dez hangares. Veja o que está previsto para cada espaço do MAPA:
Hangar 01
O circuito expositivo começa no Hangar 01, ambientado com miniaturas de aeronaves, capacetes, hélices e assentos ejetáveis, além da exposição permanente de fotografias do Suboficial Johnson Barros. O percurso segue pelo Salão Azul, dedicado a personalidades da aviação, ex-comandantes da Aeronáutica e uniformes históricos, e pelo salão "De Bagatelle ao Espaço", que apresenta uma linha do tempo da aviação, homenagens aos pioneiros do Correio Aéreo Nacional (CAN) e a mostra "Aviação Com Elas", dedicada às mulheres que marcaram a história da aviação brasileira.

Hangar 02
O segundo hangar funcionará como área de apoio e convivência, com restaurante, banheiros, bebedouros e orientações para os visitantes sobre o percurso expositivo.
Hangar 03
O espaço contará com uma área de acolhimento para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). No futuro, também abrigará a loja institucional do MAPA.
Hangar 04
Neste hangar ficará a oficina de restauração e manutenção de aeronaves, totalmente visível ao público. Os visitantes poderão acompanhar de perto o trabalho de preservação do patrimônio aeronáutico. O espaço também receberá exposições temporárias.
Hangar 05
Um dos destaques do museu, o Hangar 05 tem sua fachada transformada em um grande mural assinado por Gabriel Menezes, o Mena. A obra reúne Santos Dumont e diferentes aeronaves históricas e modernas. No interior, os aviões serão organizados em sequência para ilustrar, de forma didática, a evolução da aviação.
Hangar 06
O espaço será dedicado às atividades do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e do Sistema de Busca e Salvamento (SAR).
Hangar 07
Assim como o Hangar 06, este espaço abordará as atividades de defesa aérea da FAB. Estão previstas apresentações sobre operações de alerta e interceptação, além de recursos sonoros e luminosos para simular acionamentos de defesa aérea.

Hangar 08
Projetado como um mirante, o Hangar 08 permitirá observar o Aeroporto Campo de Marte e as instalações do PAMA-SP. O espaço também contará com área para piquenique e descanso.
Hangar 09
O foco deste hangar será a pesquisa, a tecnologia e a exploração espacial. O visitante encontrará conteúdos relacionados a foguetes, veículos lançadores e satélites, além de conhecer atividades desenvolvidas pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) e Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil S/A (ALADA).
Também será possível conhecer a participação brasileira em missões espaciais, incluindo a do astronauta e Tenente-Coronel da FAB Marcos Pontes.
Hangar 10
Voltado principalmente para escolas, o Hangar 10 reunirá atividades educativas e imersivas, com simulações de operações aéreas, recursos audiovisuais, oficinas e contação de histórias.
Área 04 – Safari
Inspirado no conceito de um safari, o espaço substituirá animais por aeronaves históricas expostas ao ar livre. A área também contará com locais para piquenique e descanso.
“O MAPA nasce como um dos mais importantes museus aeroespaciais porque já conta com um acervo de aproximadamente 100 aeronaves, consolidando o que já tínhamos com o acervo cedido pelo Museu Asas de Um Sonho. Além disso, o MAPA também se destaca em termos de área pelos seus 100 mil metros quadrados. E é importante ressaltar que ele não é um museu nem da Força Aérea e nem apenas da Aeronáutica brasileira: é um museu aeroespacial. Temos aeronaves de outros países, civis, históricas, que não fazem parte apenas da história da Força Aérea Brasileira”, afirmou o diretor do MAPA, Major-Brigadeiro do Ar Rodrigo Fernandes Santos.
Segundo a direção do MAPA, a expectativa é iniciar a abertura ao público no próximo ano, quando parte significativa do acervo já estiver instalada. A visitação deverá começar com grupos agendados, como escolas públicas e particulares.
A abertura ao público em geral está prevista para 2028, quando os dez hangares e a área externa do "Safari" deverão estar em funcionamento.



