A FedEx está na reta final para recolocar seus cargueiros MD-11 em operação após meses de inspeções e modificações estruturais desenvolvidas em parceria com a Boeing.
O primeiro voo comercial com um MD-11 reativado deve ocorrer entre Memphis e Miami, após uma série de voos de teste e aprovação final da Federal Aviation Administration (FAA).
A frota foi mantida em solo depois que um MD-11 da UPS caiu logo após a decolagem de Louisville, em novembro do ano passado, quando o motor e o pilone se desprenderam da asa. A aeronave caiu em uma área industrial próxima ao aeroporto, matando 14 pessoas, incluindo os três pilotos.
Uma investigação preliminar do National Transportation Safety Board (NTSB) apontou trincas por fadiga em componentes ligados à estrutura de fixação do motor.
Executivos da FedEx afirmaram que a empresa trabalhou diretamente com a Boeing para desenvolver uma solução estrutural que permitisse o retorno seguro dos aviões à operação.

Engenheiros redesenharam um componente crítico ao eliminar um canal de lubrificação que gerava concentrações adicionais de tensão e aumentaram a espessura de parte do conjunto do anel estrutural.
O programa de manutenção atualizado exigirá a substituição dos mancais a cada 4.000 ciclos de voo e inspeções detalhadas a cada 450 ciclos, utilizando métodos de ultrassom e corrente de Foucault.
A FedEx operava 29 cargueiros MD-11 quando a FAA suspendeu os voos com o modelo. A empresa já havia prorrogado a aposentadoria dessas aeronaves de 2028 para 2032 devido à necessidade de capacidade adicional para voos cargueiros de longa distância.
Apesar do alto consumo de combustível e menor eficiência em comparação com cargueiros bimotores modernos, o MD-11 segue valorizado pela capacidade de carga e alcance intercontinental.

A FedEx informou que os MD-11 foram gradualmente substituídos em rotas internacionais por cargueiros Boeing 777, enquanto passaram a operar cada vez mais em rotas domésticas de alta densidade nos Estados Unidos.
A empresa planeja devolver cerca de 24 aeronaves à operação ativa, enquanto os demais jatos servirão como reserva durante períodos de pico no transporte de cargas.



