A FedEx retomou os voos comerciais de carga com parte de sua frota de trijatos MD-11F depois que a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) suspendeu a ordem de paralisação imposta após o acidente fatal com um avião da UPS no final de 2025.
Dados de rastreamento de voos mostram que alguns cargueiros MD-11 da FedEx voltaram a operar a partir de 10 de maio.
A retomada ocorreu logo após um voo de teste local em Memphis avaliar modificações desenvolvidas pela Boeing para os pilones dos motores da aeronave, etapa que contribuiu para a aprovação da FAA para o retorno das operações.
A FAA informou que autorizou o retorno da aeronave após uma análise detalhada dos procedimentos de inspeção, reparo e manutenção da Boeing para o cargueiro.
A FedEx confirmou que concluiu as inspeções e manutenções exigidas em pelo menos dois MD-11F em coordenação com a Boeing e a FAA.

O modelo foi mantido em solo após o acidente com um MD-11F da UPS perto de Louisville em 4 de novembro de 2025.
O cargueiro perdeu o motor General Electric CF6 do lado esquerdo logo após a decolagem, quando parte da estrutura de fixação do pilone falhou. A aeronave caiu em uma área industrial além da pista, matando 15 pessoas, incluindo os três tripulantes.
Investigadores do National Transportation Safety Board identificaram posteriormente trincas por fadiga em componentes estruturais ligados ao conjunto de fixação traseira do pylon.
A falha provocou a separação do motor da asa, que passou sobre a aeronave antes de o MD-11 perder o controle e cair.

A paralisação levou a UPS a aposentar definitivamente sua frota de MD-11, enquanto a FedEx manteve 29 aeronaves armazenadas aguardando inspeções e ações corretivas.
A FedEx já havia estimado que a paralisação poderia custar até US$ 175 milhões à empresa devido a despesas operacionais e de leasing adicionais.
O NTSB marcou audiências investigativas para os dias 19 e 20 de maio, enquanto a apuração do acidente prossegue.



