A Força Aérea Argentina (FAA) anunciou nesta quinta-feira, 14 de maio, a retirada definitiva da frota de jatos A-4AR Fightinghawk, com o comandante da Força Aérea, brigadeiro-general Gustavo Javier Valverde, comunicando pessoalmente a decisão ao efetivo da V Brigada Aérea na Base Aérea de Villa Reynolds.
Segundo comunicado oficial, a decisão resultou de uma revisão estratégica focada em eficiência operacional, sustentabilidade econômica e realocação de recursos para a frota de caças F-16AM Fighting Falcon recentemente incorporada, adquirida da Dinamarca.
Valverde afirmou que os custos de manutenção e logística do A-4AR tornaram-se cada vez mais difíceis de sustentar, enquanto o programa F-16 agora demanda pessoal e infraestrutura atualmente dedicados à frota Fightinghawk.
A aposentadoria encerra quase 60 anos de operações do A-4 Skyhawk na Argentina, desde a chegada dos primeiros A-4B em 1966.

A Argentina adquiriu a frota A-4AR nos anos 1990 após os Estados Unidos rejeitarem um pedido anterior por caças F-16. Washington autorizou, em vez disso, a transferência de aeronaves A-4M e OA-4M do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, modernizadas pela Lockheed Martin com aviônicos atualizados e um derivado do radar APG-66 utilizado nos primeiros F-16.
Os Fightinghawk modernizados tornaram-se as aeronaves de combate mais capazes da Argentina e assumiram posteriormente as funções de defesa aérea após a aposentadoria da família Mirage III e Mirage 5 em 2015.
Embora projetado como avião de ataque subsônico, o A-4AR serviu de forma efetiva como única capacidade de caça da Argentina por quase uma década, diante de sucessivos atrasos na obtenção de um substituto supersônico moderno.

Na prática, a frota também contribuiu para manter o treinamento de pilotos e a experiência operacional até a conclusão da aquisição dos F-16AM/BM de segunda mão da Dinamarca em 2024. As primeiras aeronaves começaram a chegar no final de 2025.
Reportagens da imprensa argentina indicam que a frota A-4AR teve atividade bastante limitada nos últimos anos após acidentes em 2020 e 2024, com algumas aeronaves permanecendo em solo por longos períodos.
Com a retirada do modelo na Argentina, a Marinha do Brasil passa a ser o último operador militar da família A-4 Skyhawk na América do Sul.




