A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) prepara um novo estudo para avaliar as necessidades futuras de bombardeiros de longo alcance além da frota modernizada do B-52J e do Northrop Grumman B-21 Raider, conforme documentos relacionados ao pedido orçamentário para o ano fiscal de 2027, divulgados inicialmente pela Air & Space Forces Magazine.
A Força Aérea pretende iniciar uma ‘Análise de Alternativas para Bombardeiros Pesados’ para avaliar capacidades futuras de ataque, incluindo possíveis novos conceitos de aeronaves, atualizações adicionais no B-52 ou ampliação da aquisição do B-21.
A iniciativa ocorre no momento em que a Força Aérea se prepara para modernizar 76 bombardeiros B-52H para a configuração B-52J, com novos motores Rolls-Royce, radar, aviônicos e melhorias no trem de pouso, com o objetivo de manter a aeronave em operação até a década de 2050.

Segundo a reportagem, a Força Aérea já investiu cerca de US$ 3,9 milhões em uma demonstração confidencial de conceito do B-52 e solicita mais US$ 1 milhão para iniciar o novo estudo em 2027.
O estudo indica um aumento das discussões internas na Força Aérea sobre o equilíbrio futuro entre bombardeiros furtivos de penetração e grandes plataformas lançadoras de mísseis de cruzeiro.
Enquanto o B-21 Raider foi projetado para penetrar áreas fortemente defendidas, o B-52 atua cada vez mais como plataforma de mísseis de cruzeiro de longo alcance, capaz de lançar armamentos fora do alcance das defesas aéreas inimigas.

O debate ocorre também no momento em que a Força Aérea reavalia os prazos para a retirada das frotas do B-1B Lancer e do B-2 Spirit.
Embora o planejamento inicial previsse a desativação dos dois bombardeiros na década de 2030, à medida que as entregas do B-21 avançassem, a Força Aérea decidiu recentemente manter parte das duas frotas em operação por mais tempo.
A frota do B-1B, em especial, segue com papel relevante devido à alta capacidade de carga e velocidade supersônica. A Força Aérea reativou recentemente ao menos um Lancer anteriormente aposetado.
Analistas citados pela publicação sugerem que a Força Aérea pode, no futuro, adotar uma estrutura de força mista, combinando bombardeiros furtivos B-21 com aeronaves futuras otimizadas para missões de ataque à distância e grande capacidade de transporte de mísseis.

Os planos atuais da Força Aérea preveem pelo menos 100 unidades do B-21, embora autoridades militares dos EUA tenham defendido recentemente a ampliação da frota.
O estudo futuro deve analisar fatores como capacidade de carga, sobrevivência, guerra eletrônica, velocidade e a crescente importância de armamentos de precisão de longo alcance.



