A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) retirou retirando um KC-135 Stratotanker do armazenamento de longo prazo no cemitério de aviões de Davis-Monthan, no Arizona, para substituir um avião-tanque destruído no Iraque, revelou o site Air and Space Forces.

O avião-tanque de reposição estava armazenado no 309th Aerospace Maintenance and Regeneration Group (AMARG), amplo complexo no deserto responsável por preservar e reciclar aeronaves aposentadas. A Força Aérea recorre regularmente ao estoque para repor perdas ou reforçar o inventário.

A aeronave recuperada substituirá um KC-135 perdido após colisão em voo com outro avião de reabastecimento do mesmo modelo.

A frota de KC-135, em operação desde a década de 1950, segue como principal plataforma de reabastecimento em voo da Força Aérea. A USAF mantém cerca de 400 jatos Stratotanker em operação, mas a frota enfrenta desgaste crescente devido à idade e à demanda por manutenção.

Cauda do KC-135 suspeito danificada no acidente (Social media)
Cauda do KC-135 suspeito danificada no acidente (Social media)

A recuperação do velho quadrimotor ocorre enquanto parlamentares em Washington buscam restringir a aposentadoria de KC-135, citando problemas com o novo avião-tanque KC-46 Pegasus. Proposta legislativa apresentada em março prevê impedir a Força Aérea de aposentar qualquer KC-135 até que o KC-46 atinja plena capacidade operacional e cumpra metas de confiabilidade.

O projeto de lei também exige que os KC-10 Extender desativados permaneçam prontos para voo, caso necessário. A medida mostra a preocupação do Congresso com o ritmo do programa de substituição dos aviões-tanque, marcado por atrasos no desenvolvimento e deficiências técnicas.

100º KC-46A Pegasus da Força Aérea dos EUA
100º KC-46A Pegasus da Força Aérea dos EUA

A Força Aérea reconhece limitações do KC-46, incluindo falhas no sistema de visão remota e na capacidade de manuseio de carga, mas afirma que a aeronave é segura para missões de reabastecimento. Ainda assim, o KC-135 segue responsável pela maior parte das missões de reabastecimento da Força Aérea, inclusive em operações recentes no Oriente Médio.

O trabalho de restauração deve levar algumas semanas e, após a reforma, o avião-tanque passará por checagens de voo antes de retornar ao serviço ativo.