A disputa pela aquisição da EasyJet se intensificou após a Apollo Global Management apresentar uma oferta de £5,7 bilhões (cerca de R$ 40 bilhões) pela companhia aérea britânica de baixo custo, levando o conselho da empresa a retirar o apoio à proposta rival da Castlelake.

A Apollo oferece £7,15 por ação, superando a proposta mais recente da Castlelake, de £6,90 por ação, em cerca de 3,6%. A EasyJet informou que seu conselho agora considera a proposta da Apollo mais vantajosa para os acionistas e encerrou o apoio ao acordo em princípio firmado com a Castlelake poucos dias antes.

A nova proposta concede à Apollo até 7 de agosto para apresentar uma oferta vinculante, conforme as regras de aquisições do Reino Unido. A Castlelake, que revelou seu interesse na companhia aérea em maio, tem até 3 de agosto para formalizar sua proposta.

As ofertas concorrentes surgem após vários anos de desempenho fraco das ações da EasyJet. Embora a demanda de passageiros tenha se recuperado desde a pandemia, os papéis da companhia permanecem bem abaixo dos níveis anteriores a 2020, tornando a empresa um alvo potencial para investidores de private equity.

A Apollo afirmou que pretende manter a atual estratégia de negócios da EasyJet, preservar a equipe de gestão e continuar expandindo o segmento de viagens de férias da companhia. O grupo de investimentos também planeja manter a marca EasyJet por meio do acordo de licenciamento existente com a easyGroup, fundada por Stelios Haji-Ioannou.

A320neo da EasyJet (Nabil Molinari)
A320neo da EasyJet (Nabil Molinari)

A Castlelake divulgou poucos detalhes sobre seus planos para a companhia aérea, além de apoiar o programa de renovação da frota, que prevê a substituição de aeronaves mais antigas por novos modelos da Airbus.

A EasyJet opera mais de 350 aeronaves e está entre as maiores companhias aéreas de baixo custo da Europa, atendendo uma ampla malha no continente. Seu porte, posição consolidada no mercado e carteira de pedidos de novos aviões Airbus tornaram a empresa um alvo atraente, apesar da recente pressão sobre a rentabilidade devido ao aumento dos custos operacionais e do combustível.

Qualquer aquisição por um investidor de fora da Europa enfrentaria análise regulatória, já que as regras da União Europeia exigem que companhias aéreas que operam no bloco permaneçam sob controle majoritário de interesses da UE. Tanto a Apollo quanto a Castlelake precisarão atender a esses requisitos de propriedade antes de concluir qualquer transação.