A GOL já fala em ampliar rapidamente sua futura frota de Airbus A330neo, poucos dias após estrear seus primeiros voos internacionais de longa distância entre o Rio de Janeiro e Nova York. Segundo o presidente da companhia, Celso Ferrer, a empresa já procura mais aeronaves para dar sequência à expansão.
"Estamos procurando mais aviões", afirmou Ferrer durante um evento em Nova York, segundo a FlightGlobal. O executivo disse que a meta é chegar "rapidamente" a uma quantidade de aeronaves na casa dos dois dígitos, ou seja, ao menos uma frota de dez jatos de fuselagem larga.
Hoje, a GOL tem compromisso com apenas cinco Airbus A330-900, arrendados pela Avolon. As aeronaves voaram anteriormente na Azul e começarão a ser incorporadas à frota da companhia até o fim deste ano.
A mudança marca uma das maiores transformações na história da GOL. Desde sua fundação, a empresa operou exclusivamente aeronaves da família Boeing 737, modelo que sustentou sua estratégia de companhia de baixo custo por mais de duas décadas, embora suas passagens não fossem exatamente baratas.
A adoção de aviões de fuselagem larga ocorre poucos meses depois de a empresa e a Azul encerrarem negociações para uma possível fusão, quando as duas companhias compartilharam informações em busca de um eventual acordo, que não vingou.

Aviões emprestados
Enquanto seus próprios A330neo não chegam, a GOL utiliza Airbus A330 da espanhola Wamos Air em regime ACMI, que inclui aeronaves, tripulação, manutenção e seguro. O modelo permitiu à companhia inaugurar a rota Rio de Janeiro–Nova York e abrirá caminho para os voos entre o Galeão e Lisboa em setembro. Orlando e Paris também estão previstos até o fim do ano.
Segundo Ferrer, os cinco A330neo já contratados serão necessários para sustentar essas quatro rotas. A abertura de novos destinos dependerá da incorporação de mais aeronaves.
A expansão também acompanha os planos do Grupo Abra, controlador da GOL e da Avianca. O grupo vem ampliando sua presença na América Latina e recentemente fechou um acordo para incorporar a chilena Sky Airline à sua rede de companhias parceiras, reforçando sua estratégia de integração regional.
