O grupo IAG pretende adquirir os modelos MAX 8 e MAX 10, que será lançado em 2022 (Boeing)

O International Airlines Group (IAG), um dos maiores grupos de companhias aéreas do mundo, anunciou nesta terça-feira (18) que planeja comprar até 200 jatos 737 MAX. A empresa e a Boeing assinaram uma carta de intenção no Paris Air Show que pode gerar um acordo avaliado em mais de US$ 24 bilhões.

A proposta inclui o MAX 8 e o MAX 10, que tem lançamento previsto para 2022. A companhia aérea não divulgou quantos exemplares pretende adquirir de cada aeronave, embora preveja a implantação dos jatos em várias empresas do grupo.

O 737 MAX ainda está proibido de voar no mundo todo devido ao acidente com um modelo da companhia Ethiopian Airlines, o segundo em menos de 5 meses.

“Estamos muito satisfeitos em assinar esta carta de intenções com a Boeing e estamos certos de que essas aeronaves serão um ótimo complemento para a frota de curta distância da IAG”, disse Willie Walsh, executivo-chefe do IAG. “Temos toda a confiança na Boeing e esperamos que a aeronave retorne com sucesso ao serviço nos próximos meses, depois de receber aprovação dos reguladores.”

O IAG controla as empresas aéreas Aer Lingus, British Airways, Iberia, Vueling e Level, que juntas operam mais de 580 aviões em 268 destinos e transportaram 113 milhões de passageiros em 2018.

“Estamos verdadeiramente honrados pela liderança da International Airlines Group por depositar sua confiança no 737 MAX e, finalmente, no pessoal da Boeing e em nosso profundo comprometimento com a qualidade e a segurança acima de tudo”, disse Kevin McAllister, presidente e CEO da Boeing Commercial Airplanes.

A negociação com o grupo IAG é uma alívio para a Boeing no mercado. Em crise por conta do aterramento mundial do 737 MAX, a fabricante norte-americana não recebe pedido algum por novas aeronaves comerciais há dois meses.

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