Imagens que circulam em redes sociais russas sugerem a existência de uma versão de dois assentos até então desconhecida do caça furtivo Sukhoi Su-57. O jato estaria realizando testes de solo, embora autoridades russas e a fabricante Sukhoi ainda não tenham reconhecido oficialmente a aeronave.
As imagens, reveladas pelo canal Fighterbomber no Telegram, mostram um Su-57 com a fuselagem dianteira redesenhada e cockpit em tandem, semelhante ao arranjo de jatos bipostos mais antigos da família Flanker, como o Su-30 e o Su-27UB.
Veículos de imprensa russos especulam que a aeronave pode receber a designação Su-57UB ou Su-57D, mas não há confirmação oficial até o momento.
Caças furtivos bipostos eram inéditos até pouco tempo atrás, já que aeronaves de combate modernas dependem fortemente de automação e treinamento de pilotos em simuladores. Esse cenário mudou recentemente com a introdução do J-20S, variante de dois lugares do caça furtivo J-20 chinês.
Analistas veem cada vez mais essas aeronaves não apenas como versões de treinamento, mas como plataformas aéreas de comando, capazes de coordenar drones e aeronaves de combate colaborativas em missões.

No caso russo, o Su-57 biposto pode futuramente operar em conjunto com o S-70 Okhotnik-B, aeronave de combate não tripulada que já participou de ensaios em voo vinculados ao programa Felon.
O segundo tripulante pode auxiliar na coordenação de operações com drones, gerenciamento de sensores e missões de ataque, enquanto o piloto se concentra no voo e nas manobras táticas.
A Rússia já explorou conceitos semelhantes com aeronaves de combate biposto. A família Su-30, por exemplo, foi projetada para missões de longo alcance, nas quais o segundo tripulante assume funções de navegação, sensores e sistemas de armas.

O surgimento da aeronave chama atenção porque o próprio programa Su-57 segue com produção relativamente limitada. A Rússia encomendou 76 unidades de série, número bem inferior ao inicialmente previsto, e segue dependendo fortemente dos caças Su-35 e Su-30 nas operações de linha de frente.
O Su-57 voou pela primeira vez em versão protótipo em 2010, mas a produção avança lentamente devido a desafios técnicos, sanções e às pressões enfrentadas pela indústria aeroespacial russa desde a invasão da Ucrânia.



