Dono de uma das maiores reservas de petróleo da planeta, o Iraque quer usar seu valioso recurso natural como moeda de troca para adquirir aeronaves de combate da França. É o que aponta a revista Forbes, que publicou nesta semana uma reportagem revelando o interesse dos iraquianos em negociar a compra de 14 caças Dassault Rafale, cada um avaliado em cerca de US$ 240 milhões.
A publicação não revela detalhes sobre os caças Rafale pretendidos por Bagdá, se são aeronaves novas de fábrica ou modelos de segunda mão da força aérea francesa. Por outro lado, a revista indica que o interesse no jato da Dassault é um sinal de que o Iraque procura se afastar dos Estados Unidos, que desde a queda de Saddam Hussein vem sendo o principal fornecedor de material militar do país, além de uma provável retaliação a permanência de tropas dos EUA em território iraquiano.
Atualmente, a principal aeronave de combate da força aérea iraquiana é o modelo norte-americano Lockheed Martin F-16C/D da série Block 52. O Iraque também possui jatos de ataque Sukhoi Su-25 de fabricação russa, mas essas aeronaves estão aterradas por falta de peças de reposição.
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Sobre o inusitado pagamento em petróleo, o Iraque pode estar levando em conta uma opção em que a inflação e a crise econômica global não afetarão a negociação, sobretudo no contexto atual da guerra da Ucrânia e a crise energética na Europa.
Brasil já trocou algodão por caças
Primeiro caça a jato da Força Aérea Brasileira, o Gloster Meteor chegou ao Brasil após um curioso acordo: o governo brasileiro trocou 15.000 toneladas de algodão por 60 caças britânicos.
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O Meteor foi um dos primeiros aviões com motores a jato do mundo. Desenvolvido durante a Segunda Guerra Mundial, a aeronave voou pela primeira vez em 1943 e participou de ações isoladas na parte final do conflito na Europa. O avião britânico é contemporâneo do caça alemão Messerschmitt Me 262, que foi o primeiro avião a jato a entrar em operação.
Por ser um dos únicos aviões de seu tipo no mercado do pós-guerra, o Meteor foi o primeiro caça a jato de diversos outros países, como Austrália, França e Holanda. A FAB operou os jatos da Gloster Aircraft de 1953 até 1974.