A Malaysia Airlines não descartou incorporar o COMAC C919 à sua frota, mas afirma que a certificação pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) continua sendo uma condição importante antes de considerar a compra da aeronave.
Bryan Foong, CEO da divisão aérea do Malaysia Aviation Group (MAG), disse ao South China Morning Post que espera que o C919 obtenha futuramente a certificação europeia. Segundo ele, a aprovação por reguladores ocidentais teria peso significativo porque muitos países utilizam essas avaliações de segurança como referência para aceitar novos modelos de aeronaves.
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Foong acrescentou que o C919 poderá se tornar uma opção viável ao longo da próxima década, à medida que os laços econômicos e de aviação entre China, Malásia e outros países do Sudeste Asiático continuem a se fortalecer.
A certificação ocidental continua sendo um dos maiores obstáculos da COMAC fora da China. O C919 entrou em serviço comercial em 2023, mas ainda não recebeu a aprovação da EASA nem da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA). A agência europeia já indicou que o processo de validação dificilmente será concluído antes de 2028.

A COMAC também enfrenta dificuldades para ampliar a produção. A fabricante permanece bem abaixo das metas originais de entregas devido a restrições na cadeia de suprimentos e à escassez de mão de obra especializada, o que limita a quantidade de aeronaves disponíveis para entrega.
Atualmente, o C919 voa apenas pela Air China, China Eastern Airlines e China Southern Airlines. A COMAC também mantém conversas com diversas companhias do Sudeste Asiático, entre elas AirAsia e Garuda Indonesia, embora a capacidade limitada de produção tenha restringido as entregas fora da China.
Desenvolvido para competir com as famílias Airbus A320neo e Boeing 737 MAX, o bimotor de corredor único acomoda entre 160 e 190 passageiros e é equipado com motores CFM International LEAP-1C.



