A FedEx realizou o primeiro voo com um cargueiro MD-11 desde que o modelo foi aterrado em novembro de 2025, após o acidente fatal envolvendo uma aeronave de carga da UPS.

O voo de teste ocorreu em 9 de maio com a aeronave N621FE, operando como voo FX9045 a partir de Memphis. Dados de rastreamento indicam que o avião permaneceu no ar por cerca de 1h15 antes de retornar ao aeroporto de origem.

Um vídeo divulgado nas redes sociais registrou a decolagem do tri-jato no Aeroporto Internacional de Memphis.

O voo faz parte dos preparativos para o retorno do MD-11 às operações comerciais, após meses de inspeções, reparos e processos de certificação envolvendo FedEx, Boeing e a Administração Federal de Aviação (FAA).

A FedEx suspendeu as operações com seus 29 MD-11 após um MD-11 da UPS cair logo após a decolagem em Louisville, em novembro do ano passado, quando um motor e o pilone se desprenderam da asa.

As investigações se concentraram em trincas por fadiga que afetavam componentes estruturais ligados ao sistema de fixação do motor.

Desde então, a Boeing desenvolveu um novo projeto para componentes críticos do pilone, incluindo modificações para reduzir concentrações de tensão no conjunto de mancais.

A FedEx também implementou novos procedimentos de inspeção com testes por ultrassom e correntes parasitas, além de reduzir significativamente os intervalos de manutenção das peças afetadas.

O voo de teste do FedEx MD-11 decolou de sua sede em Memphis e durou 1 hora e 15 minutos (FlightRadar24)
O voo de teste do FedEx MD-11 decolou de sua sede em Memphis e durou 1 hora e 15 minutos (FlightRadar24)

Estão previstos voos de teste adicionais antes que a FAA autorize o retorno da aeronave às operações regulares de carga. A FedEx já informou que os primeiros voos comerciais após a recertificação devem ocorrer entre Memphis e Miami.

A empresa planeja reativar cerca de 24 MD-11 para o serviço regular, mantendo as demais aeronaves como reserva para períodos de pico de demanda.

A FedEx já havia prorrogado o prazo de retirada do MD-11 de 2028 para 2032 devido à demanda por cargueiros de grande capacidade e longo alcance.