A Mongólia está considerando o COMAC C919 como possível aeronave para a futura renovação da frota da MIAT Mongolian Airlines, segundo o ministro de Estradas e Transportes do país, Borkhuu Delgersaikhan.
O ministro discutiu o jato chinês de corredor único durante uma reunião com executivos da COMAC em Xangai, em 24 de setembro. As conversas abordaram os requisitos que precisariam ser atendidos antes que a aeronave pudesse entrar em operação na companhia aérea nacional da Mongólia.
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Entre os pontos em avaliação estão a certificação de aeronavegabilidade, segurança, desempenho no clima frio da Mongólia e em aeroportos de alta altitude, alcance, consumo de combustível, disponibilidade de peças de reposição e suporte de manutenção.
A COMAC declarou estar preparada para cooperar com a Mongólia em operação de aeronaves, suporte técnico, manutenção e treinamento de pessoal. Nenhum dos lados anunciou pedido, quantidade de aeronaves ou cronograma para uma possível aquisição.

C919 já opera voos para a Mongólia
As conversas ocorrem após a introdução do C919 em voos internacionais regulares para a Mongólia. A Air China iniciou operações com o modelo entre Pequim e Ulaanbaatar em 12 de agosto, sendo essa a primeira rota internacional regular operada pelo jato chinês.
Delgersaikhan e o CEO da MIAT, T. Telmen, participaram da cerimônia inaugural em Ulaanbaatar, ao lado de representantes das autoridades de aviação civil da Mongólia e autoridades chinesas.
A COMAC já havia procurado a Mongólia sobre a certificação de suas aeronaves. Em abril de 2024, o fabricante apresentou o C919 e o ARJ21 à autoridade de aviação civil do país e manifestou interesse em obter certificação local para ambos os modelos.
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A MIAT atualmente opera uma frota mista que inclui Boeing 737 MAX 8 e 787-9. A companhia também manteve conversas com fabricantes ocidentais enquanto avalia sua frota futura, com a cooperação com a Boeing entre os temas discutidos por executivos da MIAT em agosto.

O C919 possui atualmente certificação das autoridades chinesas, mas não conta com certificação da Federal Aviation Administration dos Estados Unidos nem da Agência de Segurança da Aviação da União Europeia.
A Mongólia pode aprovar a aeronave por meio de seu próprio processo regulatório, e o reconhecimento da certificação esteve entre os temas abordados na reunião de setembro com a COMAC.
