O USS Theodore Roosevelt (CVN-71) tornou-se o primeiro porta-aviões da Marinha dos Estados Unidos equipado com a infraestrutura necessária para apoiar futuras operações do Boeing MQ-25 Stingray, um marco nos esforços da força para incorporar aeronaves não tripuladas embarcadas às operações rotineiras.
Segundo um relatório de aquisição do Pentágono, o Centro de Guerra Aérea Não Tripulada (UAWC) do porta-aviões da classe Nimitz atingiu status operacional pleno em março, permitindo que a embarcação apoie o MQ-25 assim que o drone entrar em serviço. O USS Ronald Reagan deve receber a mesma capacidade ainda este mês.
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Diferente de outras aeronaves de combate, o MQ-25 foi projetado principalmente como uma plataforma de reabastecimento aéreo. O drone transferirá combustível para caças embarcados como o F/A-18E/F Super Hornet, ampliando seu alcance e liberando as aeronaves tripuladas da missão de reabastecimento. O Stingray também terá capacidade secundária de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR).
O novo centro de controle instalado a bordo do Theodore Roosevelt permitirá que operadores planejem missões, monitorem voos e controlem o MQ-25 durante operações embarcadas, por meio de estações de trabalho dedicadas conectadas à rede de comando e controle da Marinha.

Apesar da infraestrutura já estar instalada, a aeronave em si ainda está atrasada. A Marinha previa originalmente que o MQ-25 entrasse em serviço operacional em 2024, mas esse prazo foi adiado primeiro para 2027 e agora para 2029. O primeiro exemplar representativo de produção realizou seu voo inaugural apenas em abril, enquanto o demonstrador T1 voa desde 2019.
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A Marinha planeja adquirir 76 unidades do MQ-25, enxergando o Stingray como mais do que um reabastecedor. O programa também visa estabelecer procedimentos, treinamento e arquitetura de comando e controle para futuras gerações de aeronaves não tripuladas embarcadas.

Essa visão de longo prazo inclui aeronaves de combate colaborativas e outros sistemas autônomos que devem integrar as futuras alas aéreas embarcadas. Autoridades da Marinha já declararam que aeronaves não tripuladas podem, no futuro, representar mais da metade das aeronaves embarcadas nos porta-aviões dos EUA, tornando o MQ-25 o primeiro passo operacional rumo a esse objetivo.
Antes de entrar em serviço, no entanto, o Stingray ainda precisa concluir testes de adequação ao convés, incluindo lançamentos, recuperações e manuseio rotineiro junto a aeronaves navais convencionais. Essas demonstrações vão determinar a velocidade com que a Marinha poderá integrar aeronaves não tripuladas às operações cotidianas dos porta-aviões.



