Cada unidade do B-21 é avaliada em US$ 550 milhões (Northrop Grumman)

Próximo bombardeiro furtivo da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), o Northrop Grumman B-21 Raider fará seu primeiro voo em dezembro de 2021. A data foi anunciada nesta semana por Matthew Donavan, secretário interino da USAF, que também confirmou o local onde o teste será realizado: a base aérea de Edwards, na Califórnia.

O B-21 está sendo construído na “Planta 42”, em Pamldale, a mesma instalação onde a Northrop Grumman produziu seu antecessor, o B-2 Spirit. Segundo Donavan, o projeto da aeronave em forma de asa voadora permanece dentro do cronograma e o próximo passo será a transição da fase de desenvolvimento para a produção do primeiro protótipo.

Para realizar os testes com a aeronave, a USAF vai reativar o 420° Esquadrão de Testes de Voo da base de Edward, o mesmo que colaborou no desenvolvimento do B-2, que recentemente completou 30 anos de seu voo inaugural.

Por se tratar de um projeto com muitos detalhes secretos, a força aérea norte-americana e a Northrop Grumman divulgam poucas informações sobre a aeronave. Em nota, a USAF afirmou que “avalia continuamente a postura de segurança do programa B-21 com a contribuição da comunidade de inteligência e está comprometida em maximizar a transparência do programa, informações, equilibrando a necessidade de proteger tecnologias e recursos vitais da exploração adversa”.

Bombardeiro invisível

O projeto do B-21 Raider foi a resposta da Northrop Grumman para participar do programa Long Range Strike Bomber (Bombardeiro de Longo Alcance) da USAF, iniciado em 2014. O objetivo é desenvolver um novo aparelho para eventualmente substituir os bombardeiros B-1 Lancer e B-2 e, mais adiante, o veterano B-52 Stratofortress. A entrada em serviço da nova aeronave é prevista para meados de 2025, mas sua capacidade operacional total deve ser alcançada somente em 2030.

Bombardeiros B-2, B-1 e B-52; os dois últimos devem substituídos pelo novo projeto (USAF)

Bombardeiros B-2, B-1 e B-52; os dois últimos devem substituídos pelo B-21 Raider (USAF)

O plano inicial da USAF é adquirir entre 80 e 100 exemplares do B-21 a um custo de US$ 550 milhões por unidade. Embora alto, esse valor é significativamente inferior ao preço unitário do B-2, o avião mais caro de todos os tempos, avaliado em cerca de US$ 2 bilhões.

Tal como o B-2, o B-21 também será um bombardeiro stealth. Ou seja, um avião de combate “invisível” aos radares, o que permite realizar ataques evitando ser detectado pelo inimigo. Informações sobre alcance de voo e capacidade de carga bélica da aeronave ainda não foram divulgados. Por outro lado, a fabricante revelou que o Raider poderá servir em missões de inteligência, gerenciador de batalhas e até mesmo como interceptador.

O nome “Raider” é uma homenagem a um grupo de aviadores que na Segunda Guerra executou uma missão arriscada ao atacar o território japonês em 1942. Eles foram chamados de “Doolittle Raiders” pela USAF. O ataque foi resposta à investida japonesa em Pearl Harbor, que colocou os Estados Unidos no conflito. A ideia era mostrar aos japoneses que eles não estavam seguros mesmo a milhares de quilômetros do cenário de batalhas com as forças americanas.

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