A Itália sinalizou que outros países podem aderir ao Global Combat Air Programme (GCAP), iniciativa multinacional para o desenvolvimento de um caça de sexta geração em parceria com Reino Unido e Japão.

O ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, afirmou que o Canadá atualmente parece ser o participante potencial mais interessado, inicialmente como observador, mas acrescentou que a Itália também receberia países como Alemanha e Arábia Saudita caso optem por integrar o programa.

Segundo Crosetto, ampliar a parceria pode ajudar a distribuir os custos de desenvolvimento entre um grupo maior de nações, além de fortalecer a base industrial e tecnológica do programa.

O GCAP foi lançado em 2022 a partir da fusão do projeto Tempest, liderado pelo Reino Unido, com a iniciativa japonesa F-X. O programa reúne BAE Systems, Leonardo e Japan Aircraft Industrial Enhancement (JAIEC), com previsão de entrada em serviço para 2035.

As declarações ocorrem semanas após França e Alemanha abandonarem os planos de desenvolver conjuntamente o caça central da iniciativa FCAS. O projeto foi encerrado após anos de divergências entre Dassault Aviation e Airbus sobre liderança e responsabilidades industriais.

Luftwaffe Typhoon
Luftwaffe Typhoon | john.purvis

O colapso do elemento de caça deixa o GCAP como o único esforço multinacional ativo para desenvolvimento de aeronave de combate de sexta geração na Europa.

O CEO da Leonardo, Roberto Cingolani, sugeriu recentemente que a Alemanha poderia se tornar um parceiro valioso do GCAP devido à expertise do país nos setores aeroespacial e de defesa.

Caso mais países se juntem ao programa, o GCAP pode superar o consórcio Eurofighter Typhoon em número de participantes. Atualmente, o Eurofighter reúne Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha, enquanto uma futura estrutura do GCAP pode ultrapassar as fronteiras europeias e incluir parceiros da América do Norte, Oriente Médio e Ásia.

A aeronave em desenvolvimento deverá incorporar características avançadas de furtividade, sistemas assistidos por inteligência artificial, ampla fusão de sensores e capacidade de operar em conjunto com aeronaves de combate não tripuladas.