A Royal Air Force (RAF) colocou em operação o APKWS, um sistema avançado de foguetes de precisão, em seus caças Eurofighter Typhoon que estão baseados no Oriente Médio, oferecendo à aeronave uma opção de menor custo para interceptação de drones de ataque.
O sistema de foguetes guiados a laser de 70 mm está sendo empregado por Typhoon do Esquadrão Nº 9, que opera a partir da base RAF Akrotiri, no Chipre, onde aeronaves britânicas participam de missões de defesa aérea regional desde o início do conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, no começo deste ano.
O Ministério da Defesa do Reino Unido informou que a arma passou dos testes para o emprego operacional em menos de dois meses, após um esforço de integração rápida com participação da BAE Systems e QinetiQ.
Os primeiros testes ar-solo ocorreram em março, seguidos por disparos ar-ar contra alvos aéreos Banshee em abril, realizados por pilotos do 41 Test and Evaluation Squadron da RAF.
O APKWS transforma foguetes não guiados em armas de precisão por meio de um kit de guiagem a laser. O sistema já é amplamente utilizado por forças dos Estados Unidos e representa uma alternativa significativamente mais barata aos mísseis ar-ar de curto alcance tradicionalmente empregados contra drones.

Durante operações recentes na região, Typhoon e F-35B da RAF teriam interceptado drones de fabricação iraniana utilizando mísseis MBDA ASRAAM, armamentos com custo estimado em algumas centenas de milhares de dólares por unidade. Em comparação, cada disparo de foguete APKWS custa cerca de US$ 30.000.
O uso crescente de drones de ataque unidirecionais relativamente baratos, como os da família iraniana Shahed, levou diversos países a buscar métodos de interceptação mais econômicos, especialmente após meses de ataques contínuos em todo o Oriente Médio.
Autoridades britânicas afirmaram que a nova capacidade tem o objetivo de aumentar a sustentabilidade em operações prolongadas e permitir que os Typhoon enfrentem um maior número de drones sem depender exclusivamente de mísseis de alto custo.
A frota de Typhoon da RAF já acumula mais de 2.500 horas de voo sobre o Oriente Médio desde a intensificação do conflito no final de fevereiro, segundo o Ministério da Defesa.
O Reino Unido também se prepara para contribuir com caças em futuras operações internacionais voltadas à proteção das rotas marítimas no Estreito de Ormuz, onde ameaças de drones e mísseis continuam sendo motivo de grande preocupação.
Siga o Air Data News: WhatsApp | Google News | Instagram | LinkedIn | Twitter | Facebook



