O Ministério da Defesa do Reino Unido divulgou imagens que mostram caças russos voando perigosamente próximos a um avião de reconhecimento RC-135W Rivet Joint da Royal Air Force sobre o Mar Negro no mês passado.
O vídeo, publicado pelo ministério nas redes sociais, mostra pelo menos dois caças russos se aproximando da aeronave britânica durante o incidente, incluindo um Su-27 e um Su-35. Segundo o governo britânico, um dos caças chegou a apenas seis metros do nariz do avião da RAF.
Londres informou que o RC-135W, desarmado, operava em espaço aéreo internacional durante uma missão rotineira de coleta de inteligência em apoio às operações da OTAN na fronteira leste da aliança.
O Ministério da Defesa do Reino Unido afirmou que uma das aproximações acionou sistemas de emergência a bordo do Rivet Joint, o que desativou temporariamente o piloto automático da aeronave.
https://twitter.com/DefenceHQ/status/2057129219855962481
Apesar das interceptações, a tripulação da RAF concluiu a missão em segurança e retornou à base sem danos à aeronave.
Em nota divulgada junto com o vídeo, o ministério classificou as manobras russas como “imprudentes” e acusou Moscou de manter atividades militares agressivas em toda a Europa Oriental e no Alto Norte.

A frota de RC-135W Rivet Joint da RAF é operada pelo 51 Squadron a partir de RAF Waddington. As aeronaves contam com sistemas de vigilância eletrônica para coleta de inteligência de sinais e monitoramento de atividades militares.
O secretário de Defesa britânico, John Healey, já havia classificado o incidente como “comportamento perigoso e inaceitável” e alertou que ações desse tipo aumentam o risco de escalada e acidentes.
O governo britânico informou que apresentou protesto formal sobre o incidente à embaixada russa em Londres.
O episódio foi descrito pelo Ministério da Defesa como o encontro mais grave envolvendo um Rivet Joint britânico desde setembro de 2022, quando um caça russo disparou um míssil próximo a outro RC-135W da RAF sobre o Mar Negro.
Encontros entre aeronaves de vigilância da OTAN e caças russos tornaram-se mais frequentes desde o início da guerra na Ucrânia, especialmente sobre o Mar Negro e nas regiões do Báltico.



