A Rosoboronexport, agência estatal de exportação da Rússia, anunciou sua participação na LAAD 2025, maior evento de defesa da América Latina, que será realizado entre 1 e 4 de abril no Rio de Janeiro.
Entre os produtos que serão apresentados está o caça furtivo Sukhoi Su-57E, aeronave mais avançada do país. Mas, a despeito do anúncio, a presença da aeronave em território brasileiro não foi confirmada.
Como a LAAD é uma feira realizada em pavilhões e não em aeroportos ou bases militares, não é comum que os expositores tragam aeronaves para o evento.
O mais provável é que os aviões russos sejam apenas divulgados no estande da agência, entre eles outro caça, o Su-35, o cargueiro militar IL-76MD-90A e os helicópteros Mi-171Sh e Ka-52E.

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“O principal objetivo da participação da Rosoboronexport na LAAD 2025 – discussão de projetos de cooperação tecnológica com países da região da América Latina. Hoje, a principal tendência global na produção de armas e equipamentos militares – ‘autonomia estratégica’ foi determinada através do desenvolvimento da indústria de defesa nacional, graças à qual até 2030 a participação de projetos no campo da transferência de tecnologia no mercado mundial de armas aumentará em 95% e atingirá 40% do total”, explicou o CEO da agência, Alexander Mikheev.

Em busca de parcerias estratégicas
Após a invasão militar à Ucrânia em fevereiro de 2022, a Rússia ficou distante de vários eventos de defesa, mas voltou a participar de exposições como o Zhuhai Airshow, na China, e o Aero Expo 2025, em Bangalore, na Índia. Nestes casos, o Su-57 foi um dos aviões em demonstrações aéreas.
O governo Putin tem buscado clientes estrangeiros para seus aviões militares e, sobretudo, parcerias estratégicas a fim de gerar recursos para desenvolver outros projetos.

Por enquanto essas iniciativas ainda não geraram resultados. O Su-57E, por exemplo, teria apenas um cliente externo, a Argélia, cujo governo chegou a anunciar um acordo nesse sentido.
Na América Latina, a Rússia teve um período mais favorável de exportações, quando equipou algumas forças armadas sobretudo com helicópteros. O Brasil, inclusive, operou o modelo Mi-35, mas os retirou de serviço de forma precoce.
Além da Venezuela, aliada russa, também o Peru tem aeronaves de combate russas, o caça MiG-29 e o avião de ataque Su-25.