A Saab apresentou um modelo em tamanho real de um conceito de caça não tripulado supersônico com características furtivas, que pode futuramente operar ao lado do Gripen E e de outros meios no futuro sistema de combate aéreo da Suécia.

Batizada de A3, a aeronave foi exibida na Base Aérea de Malmen, em Linköping, Suécia, durante as comemorações do centenário da Força Aérea Sueca. A Saab convidou jornalistas especializados em aviação para conhecer o modelo e participar de uma apresentação técnica antes das celebrações abertas ao público.

Apesar das imagens mostrarem o que parece ser uma aeronave completa na linha de voo, o A3 é um mock-up em escala real, não um protótipo voador.

O projeto por trás do conceito, no entanto, já inclui duas aeronaves reais.

A Saab está desenvolvendo dois demonstradores tecnológicos não tripulados, A1 e A2, em um programa financiado pela administração de material de defesa FMV da Suécia. O primeiro voo está previsto para ocorrer nos próximos 15 meses.

 O A1 utilizará um motor GE Aerospace F414, com cerca de 22.000 lbf (98 kN) de empuxo, da mesma família de motores usada pelo Gripen E. Segundo a Saab, um dos objetivos é demonstrar a capacidade de desenvolver e fabricar rapidamente uma aeronave não tripulada de baixa observabilidade.

A Suécia estabeleceu um ciclo de desenvolvimento especialmente curto, dando à Saab 36 meses para passar do conceito ao primeiro voo.

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O A1 terá espaço para um compartimento interno de armas, mas não realizará lançamentos de armamentos. O A2, que virá em seguida, servirá para testar tecnologias adicionais, incluindo novos materiais, sensores e um compartimento interno de armas funcional. Ele também será equipado com o F414.

A3 aponta para aeronave operacional

O A3 exibido em Malmen não é simplesmente uma versão de produção de nenhum dos demonstradores. Ele ilustra como as tecnologias desenvolvidas com o A1 e o A2 podem ser combinadas em uma futura aeronave operacional.

A Saab mira o segmento de maior desempenho do mercado de aeronaves de combate colaborativas. O conceito reúne baixa observabilidade, transporte interno de armamentos e desempenho supersônico, em vez de priorizar uma plataforma descartável de baixo custo.

A empresa descreve a aeronave como parte de um Sistema de Caça Não Tripulado, capaz de operar em conjunto com caças tripulados e outros meios em diferentes domínios. Operar ao lado do Gripen é uma possibilidade, embora o conceito não se limite à função tradicional de “ala leal”

O Gripen ao lado do "ala leal" (Saab)
O Gripen ao lado do "ala leal" (Saab)

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A Suécia ainda não encomendou o desenvolvimento do A3. O trabalho atual com os demonstradores tecnológicos segue até o fim da década, período em que o país também deve tomar decisões mais amplas sobre o futuro de suas capacidades de combate aéreo.

Caso a Suécia avance com uma aeronave operacional, a Saab acredita que um sistema derivado do trabalho atual pode entrar em serviço por volta de meados da década de 2030.

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Por ora, o próximo passo relevante virá do A1, e não da impressionante aeronave exibida em Malmen. O primeiro voo previsto marcará a transição do esforço sueco em caças não tripulados de modelos em escala real para uma aeronave de testes supersônica de fato.