Após apresentar seu plano de recuperação judicial na segunda-feira (18) e que será avaliado pelos credores da companhia no dia próximo dia 29, a situação da Avianca Brasil tornou-se um pouco mais clara. Como antecipado após o anúncio da proposta da Azul de compra de ativos da concorrente, a companhia aérea do grupo Synergy pretende criar uma UPI (Unidade Produtiva Isolada) que reunirá sua parte sadia e que será oferecida ao mercado.
Batizada de “UPI Life Air“, a UPI incluirá até 28 aviões da sua frota de cerca de 44 aeronaves, o certificado de operador aéreo, espécie de licença de operação fornecida pela ANAC e mesmo parte dos funcionários e o nome “Avianca” até a total integração com o comprador, além de um número não revelado de slots em aeroportos movimentados e que foi suprimido da cópia da minuta que está no site da Avianca.
Se for aprovado na assembléia dos credores, o leilão da Avianca Brasil, oficialmente Ocean Air, deverá ocorrer até 30 de maio, segundo o documento. Caso haja mais interessados e um deles vencer, a Azul receberá de volta o empréstimo feito à Avianca nos últimos dias com acréscimo de 15% sobre o valor pago pela UPI como multa. Se não houver outros participantes, a Azul deve ser declarada vencedora e descontará o valor repassado à empresa na proposta oferecida aos credores.
Então começará um longo processo em que será preciso a anuência dos órgãos de controle bem como a parte burocrática de criação da nova empresa, mas certamente a Azul, caso vença, logo integrará a malhas de voos da Life Air com a sua própria marca na forma de um code share, por exemplo.
Embora outras empresas possam demonstrar interesse, como a própria Gol e LATAM, é fato que a Azul é a que mais tem afinidades e sinergias com a Avianca. Suas frotas de aviões são semelhantes e dos 28 aviões possíveis de serem repassados há pelo menos 20 do modelo A320. Os slots, no entanto, devem ser o maior trunfo da Life Air já que a Azul tem hoje uma presença muito pequena em terminais como Congonhas e Santos Dumont.
Espólio
Estimava-se que a Avianca Brasil tenha em torno de R$ 500 milhões em dívidas com empresas de leasing e também passivos trabalhistas, mas acredita-se no mercado que o valor é bem mais alto, superando a marca de R$ 1 bilhão – os valores serão conhecidos antes da assembleia do dia 29 de março.
Se isso for confirmado e a proposta de pouco mais de R$ 400 milhões da Azul for aceita, isso pode significar que o espólio da Avianca ainda estará pesadamente endividado. Na proposta desenhada pela empresa, fala-se em novos empréstimos para cobrir essas dívidas.
Caso sobreviva após a venda da UPI, o que restará do que hoje conhecemos como a Avianca Brasil serão poucos e antigos aviões, provavelmente dos modelos A318 e A319 com quase dez anos de idade e rotas menos interessantes além de um quadro reduzido de funcionários. Ou seja, uma empresa minúscula comparada às suas rivais atuais. No entanto, nada impede que a companhia aérea volte a ser erguer e crescer, mas certamente essa tarefa não será das mais fáceis após o desgaste sofrido nos últimos meses.
Veja também: Azul planeja receber 21 aeronaves de nova geração em 2019
Com tantas empresas “sonhando” ser algo representativo entre as empresas aéreas não há um dirigente que pense em aviação regional, mas todos adoram as cantilenas “o Brasil é um país de dimensões continentais”, só que, falam como papagaios velhos que não aprendem coisas novas. Será que um dia os malucos que sonharam que o pai da aviação era brasileiro terão sensibilidades para encurtarem viagens monstruosas para nós?????
O proprietário da Avianca Brasil é o mesmo da Avianca?O que irá acontecer com a Avianca Colômbia?
A 318 e 319 velhos ?
Isso não existe.
A318 e A319 com dez anos de uso de fato no competitivo mercado de aviação é desinteressante! Ruim para imagem da empresa e para economia de combustível, tanto que empresa tem na frota o A320 NEO que provavelmente voltam para os operadores de leasing.
HORA DE CRIAR UMA COOPERATIVA E ASSUMIR A EMPRESA, somo BRASILEIROS, existem uma grande quantidade de pilotos e de pessoas querendo investir em uma empresa aérea, é chagado a hora, podemos salvar a companhia e ainda dar um up na empresa.
Avianca uma das melhores empresas em quesito atendimento, serviço de bordo, sem dúvidas das vezes que viajei uma das melhores, mas ficará em boas mãos, azul tbm é ótima, não gosto da Tam muito menos da gol, piores serviço aviões desconfortável
é uma concordata de fachada, o presidente desta Avianca, ciente da aprovação pelo congresso de venda para empresas estrangeiras com 100% , de suas ações, simplesmente simulou isso, sai do pepino e continua dono
Foi bem próximo do que aconteceu com a Varig quando comprada pela Gol. Sobrou um espólio em nome da Nordeste, um 737-300 no fim da vida, fazendo charter por aí. E os funcionários sem receber, assim ficaram e os credores também.
Sem duvida essa Avianca é a pior empresa aérea do Brasil. Meus últimos 2 voos foi nela e nunca tinha voado em aviões tão ruins.
Além das poltronas não baixarem e os monitores não funcionarem , nos 2 voos os comissários estavam o tempo todo com cara feia .
Aparentemente estavam ali meio que obrigação.
Péssimo atendimento
Fui da Varig por vinte anos, por mais de dez em vôos internacionais. Uma empresa americana comprou a Varig, nos demitiu, não pagou as verbas trabalhistas e depois vendeu pra Gol (ativos) e aviões foram devolvidos para empresas de leasing. Até hoje não recebemos nada, passados mais de dez anos a massa falida é gerida por administrador judicial. Além disso, nosso fundo de pensão Aerus (sob administração judicial) precisa pagar o que deixamos no fundo. Com a Avianca ao venderem os ativos, ficarão com pouca coisa.
O Brasil está fadado a ter eternamente três empresas aéreas. Isso ocorre desde os tempos da Varig, Vasp e Transbrasil.
E o caminho é nascer pequena, muitas vezes servindo o interior, crescer, virar gigante, atender apenas grandes centros e exterior, quebrar.
O pior é a mania de solenemente esquecer a aviação regional e integrar o país. Salvo a Azul, que nasceu com este propósito, mas que já ensaia reduzir os ATR, todas seguiram o roteiro.
A solução pode vir com a privatização dos aeroportos, uma facilitação para a reforma/construção e administração de aeroportos municipais, a desoneração e a abertura do mercado para estrangeiras, claro que em igualdade de condições com as nacionais.
O Brasil é um continente que têm menos destinos do que na década de 1950, quando a população era 1/3 da atual.