A Associação Britânica de Pilotos de Linha Aérea (BALPA) se comprometeu a atuar junto à Apollo Global Management e à easyJet durante todo o processo de aquisição proposto para a companhia aérea, afirmando que o foco será proteger as condições de trabalho dos pilotos independentemente de quem seja o futuro proprietário da empresa.

Em comunicado divulgado após a easyJet aceitar a oferta de aquisição de £5,7 bilhões feita pela Apollo, a BALPA afirmou que garantirá a representação dos interesses de seus membros durante a transação e também posteriormente.

“Como sindicato reconhecido dos pilotos da easyJet, a BALPA vai assegurar que as prioridades e preocupações de nossos membros sejam ouvidas durante o processo de aquisição e além dele”, declarou Chris Jones, diretor de Relações Industriais e Política de Emprego do sindicato.

Jones acrescentou que as prioridades do sindicato incluem segurança no emprego, aposentadoria, gestão da fadiga e a manutenção do diálogo entre a administração e as tripulações de voo.

“Independentemente de quem seja o proprietário da empresa, nossa prioridade será defender e avançar nas condições de trabalho de nossos membros, como parte da operação segura e profissional contínua da companhia aérea”, afirmou.

A BALPA, que representa mais de 10 mil pilotos em todo o Reino Unido, também destacou que os pilotos da easyJet são parte fundamental das operações da companhia e informou que pretende manter um diálogo construtivo com a Apollo durante todo o processo de aquisição.

A Apollo garantiu a recomendação para a aquisição da easyJet na semana passada, após a retirada do concorrente Castlelake do processo. A transação avalia a companhia aérea de baixo custo em cerca de £5,7 bilhões, com a Apollo oferecendo 715 pence por ação.

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O acordo recebeu apoio unânime do conselho da easyJet e conta com o respaldo do fundador Sir Stelios Haji-Ioannou e de sua família, que juntos detêm cerca de 15,3% das ações da companhia e pretendem permanecer como investidores por meio do veículo de aquisição da Apollo.

Se concluída, a transação retirará a easyJet da bolsa após mais de 25 anos como empresa de capital aberto.