A Suécia está ampliando os trabalhos em seu sistema de caça do futuro com um novo contrato de 2,9 bilhões de coroas suecas (cerca de R$ 1,54 bilhão) concedido à Saab, dando continuidade a uma série de estudos destinados a embasar decisões sobre as capacidades de combate aéreo do país além de 2040.
A Administração Sueca de Material de Defesa (FMV) fez o mais recente pedido para trabalhos entre 2026 e 2028, com opções para 2029 e 2030. O programa agora incluirá demonstradores aéreos e terrestres, estudos avançados e desenvolvimento de conceitos envolvendo aeronaves tripuladas e não tripuladas.
Ainda não há decisão sobre o que sucederá o Saab JAS 39 Gripen. O objetivo do trabalho é desenvolver tecnologias, manter as capacidades nacionais de engenharia e reduzir riscos técnicos antes que a Suécia defina como será estruturado seu futuro sistema de aviação de combate.
Segundo a Saab, a nova fase abrangerá integração de sistemas, autonomia, redução de assinatura, propulsão, desenvolvimento digital e tecnologias futuras de produção. A empresa descreve o trabalho como uma forma de garantir à Suécia “liberdade de ação para escolhas futuras”.
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Estudos avançam para demonstradores
O contrato mais recente amplia os trabalhos encomendados pela FMV em 2024 e 2025. A Suécia vem transferindo progressivamente o programa de estudos conceituais para o desenvolvimento e teste de tecnologias que poderão compor um futuro sistema de aeronaves de combate.
Em 2025, a FMV concedeu à Saab um contrato de 2,6 bilhões de coroas suecas (US$ 271 milhões) para continuidade dos estudos conceituais e demonstradores de tecnologia. O novo pedido amplia o escopo do esforço e inclui explicitamente demonstradores aéreos e terrestres.
A Suécia não se comprometeu a desenvolver um caça de próxima geração totalmente nacional, nem selecionou um programa internacional para substituir o Gripen. Os estudos analisam diferentes combinações de sistemas tripulados e não tripulados, mantendo a expertise doméstica necessária para avaliar essas alternativas.

A Saab acumula décadas de experiência no desenvolvimento de aeronaves de combate na Suécia, do Saab 29 Tunnan até a atual família Gripen. O mais recente Gripen E entrou em serviço operacional na Força Aérea Sueca em 2025 e deve permanecer em uso por décadas, dando tempo ao país para avaliar o que virá a seguir.
Opções pós-2040 permanecem abertas
Os estudos para o caça do futuro visam capacidades necessárias além de 2040, quando se espera que o combate aéreo dependa cada vez mais da cooperação entre aeronaves tripuladas, sistemas autônomos, sensores distribuídos e armas em rede, em vez de um caça operando como plataforma isolada.

A Saab já explorou conceitos não tripulados como parte desse trabalho, mas tanto a empresa quanto a FMV ressaltam que os demonstradores têm como objetivo investigar tecnologias, e não definir a configuração de uma futura aeronave de produção.
A Suécia poderá, no futuro, buscar uma solução nacional, cooperar com outros países ou combinar sistemas estrangeiros e desenvolvidos localmente. Por ora, o investimento adicional permite que Saab e FMV explorem essas alternativas sem comprometer o país com uma aeronave específica ou programa internacional.
