O presidente Donald Trump confirmou que uma ameaça à segurança levou os Estados Unidos a retirar os últimos bombardeiros B-1B Lancer de RAF Fairford, oferecendo uma explicação direta para a saída repentina ocorrida no domingo.
Os últimos 12 B-1B deixaram a base britânica em 4 de outubro, todos no mesmo dia. Na ocasião, o Pentágono confirmou que não restavam bombardeiros americanos em Fairford, mas não relacionou publicamente a retirada à investigação de segurança em andamento nos arredores da base.
Questionado sobre a decisão, Trump afirmou que houve uma ameaça e que as aeronaves foram deslocadas por esse motivo. Ao ser perguntado se o Irã estava ligado à ameaça, o presidente respondeu afirmativamente. A Reuters informou que autoridades americanas receberam informações de inteligência sobre uma possível ameaça iraniana contra a base.
A confirmação acrescenta uma nova dimensão ao fim de uma missão iniciada em março. Fairford tornou-se um importante ponto avançado de operações para bombardeiros estratégicos dos EUA, com B-1B e B-52H destacados durante a escalada com o Irã.
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No auge, cerca de duas dezenas de bombardeiros estavam simultaneamente na base britânica. Os B-1B realizaram missões de combate contra alvos iranianos durante a Operação Epic Fury. Os B-52 partiram antes, mas a Força Aérea manteve uma presença significativa de B-1 em Fairford até outubro.

Ameaça de drone considerada crível
Outros veículos americanos detalharam mais a inteligência por trás da decisão. O Axios informou que autoridades dos EUA consideraram crível uma possível ameaça de ataque iraniano com drones contra Fairford, o que gerou preocupação tanto com o pessoal quanto com os bombardeiros concentrados na base.
O Washington Post também noticiou que a inteligência apontava para uma possível ameaça de drone. A decisão, portanto, retirou as aeronaves de um local fixo que teve papel direto nas operações americanas contra o Irã.
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O governo apresentou versões diferentes sobre a saída. O secretário de Estado Marco Rubio classificou os movimentos de ativos militares americanos como rotações normais e alertou contra ligações diretas com os eventos em Fairford. O vice-presidente JD Vance, porém, afirmou que os bombardeiros foram deslocados por precaução e apontou o Irã, enquanto Trump posteriormente deixou explícita a relação entre a ameaça e a retirada.
A saída foi especialmente abrupta porque a missão ainda parecia ativa pouco antes. Um B-1B havia chegado a Fairford cerca de uma semana antes da retirada para substituir outra aeronave, e não como parte de uma redução evidente.

Investigação britânica continua
As preocupações de segurança surgiram após autoridades britânicas deterem cinco homens próximos à RAF Fairford em 27 de setembro, após relatos envolvendo indivíduos mascarados e veículos suspeitos. Um sexto suspeito, cidadão britânico-iraniano, foi posteriormente preso em Londres.
Os suspeitos foram liberados sob fiança enquanto a investigação prossegue. As autoridades britânicas investigam possível atuação em nome de Estado estrangeiro, mas ainda não estabeleceram publicamente que os detidos foram responsáveis pela ameaça citada por autoridades americanas, nem os acusaram de planejar ataque contra a base.
A missão dos B-1 durou cerca de sete meses. A Força Aérea enviou as aeronaves para Fairford em março, junto com B-52H, antes de a base assumir papel de combate nas operações contra o Irã.



