A agência de aviação civil dos EUA, (FAA), anunciou nesta semana que passará a equipar os veículos de aeroporto com transponders capazes de transmitir sua posição aos controladores de tráfego aéreo. A medida surge após a colisão fatal em março entre um jato regional da Air Canada Express e um caminhão de bombeiros no Aeroporto LaGuardia, em Nova York.

A agência vai investir US$ 16,5 milhões para instalar Transmissores de Área de Movimento de Veículos (VMATs) em cerca de 1.900 veículos que operam em 264 aeroportos que já contam ou vão receber sistemas de vigilância de superfície.

No dia 22 de março um jato CRJ-900 da Air Canada Express atingiu um veículo de resgate e combate a incêndio do aeroporto logo após o pouso, vitimando ambos os pilotos.

O CRJ-900 da Air Canada Express após o choque no Aeroporto LaGuardia
O CRJ-900 da Air Canada Express após o choque no Aeroporto LaGuardia

Segundo os investigadores, o caminhão não possuía transponder capaz de transmitir sua posição ao sistema de vigilância de solo do aeroporto.

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA informou posteriormente que o sistema de vigilância de LaGuardia não gerou alerta de aproximação do veículo à pista.

O administrador da FAA, Bryan Bedford, afirmou que a tecnologia busca reduzir o risco de incursões em pistas e ampliar a consciência situacional dos controladores em pistas e áreas de taxiamento.

Veículos equipados com transponders VMAT aparecem nas telas dos controladores com informações de identificação e callsign, enquanto veículos sem o equipamento são exibidos apenas como símbolos não identificados.

A FAA informou que aeroportos também poderão utilizar recursos federais para instalar equipamentos semelhantes em seus próprios veículos e incentivou companhias aéreas e operadores de solo a adotar a tecnologia. Mais de 50 aeroportos já demonstraram interesse, segundo a agência.

O projeto será financiado pelo “One Big Beautiful Bill”, o grande pacote de infraestrutura e transporte apoiado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.