A companhia aérea norte-americana Western Global Airlines recolocou em serviço um de seus cargueiros MD-11F, após seis meses de aterramento. A aeronave, matrícula N781SN, voltou a voar em 23 de maio e é a primeira da frota paralisada da empresa a retomar operações após a Administração Federal de Aviação (FAA) aprovar uma ação corretiva desenvolvida pela Boeing.
A liberação da FAA ocorreu após a Boeing apresentar uma solução para um problema na fixação do pilone que prende o motor traseiro do trijato. A questão ganhou destaque após o acidente fatal com um MD-11 da UPS em 2025, que o NTSB atribuiu a falhas no pilone. Investigadores posteriormente questionaram por que defeitos anteriores nos rolamentos de vários MD-11 não evitaram o acidente.
A FedEx, maior operadora de MD-11, foi a primeira a devolver suas aeronaves à operação após receber a aprovação da FAA. A companhia realizou um voo de teste em maio para validar as modificações da Boeing que permitiram a retomada das operações após a paralisação geral imposta pelo acidente da UPS.
A própria UPS aposentou toda sua frota de MD-11F após a suspensão da FAA. A empresa acelerou a retirada dos cargueiros mais antigos e registrou o prejuízo em seus resultados do quarto trimestre de 2025, optando por não realizar os reparos necessários para retorno à operação.

A reativação pela Western Global amplia a oferta em um mercado onde a demanda por carga aérea segue elevada. Com 15 aeronaves, a companhia opera uma frota menor de MD-11 em relação à FedEx e UPS, mas a volta de uma aeronave já proporciona mais flexibilidade para voos charter e regulares.
A solução da Boeing trata preocupações estruturais nos pontos de fixação do pilone, área que o NTSB já havia apontado como recorrente em questões de segurança. A FAA aprovou a modificação após analisar dados de engenharia e resultados de testes apresentados pela Boeing.
Outros operadores de MD-11 também iniciaram o processo de retorno das aeronaves à operação, embora os prazos variem conforme cronogramas de manutenção e aprovações regulatórias. A Western Global não informou quantos de seus MD-11 restantes pretende reativar.



