Um bombardeiro estratégico russo Tu-22M3 da Força Aérea da Rússia caiu durante um voo de treinamento na Sibéria nesta segunda-feira, 15, com os quatro tripulantes ejetando com segurança antes do impacto da aeronave no solo.
O Ministério da Defesa da Rússia informou que o acidente ocorreu na região de Irkutsk e que a aeronave não transportava carga bélica no momento do voo. Autoridades relataram que não houve vítimas ou danos em solo.
Segundo autoridades regionais, o bombardeiro caiu próximo à vila de Kamenka, cerca de 120 km ao norte de Irkutsk. Equipes de emergência e profissionais de saúde foram enviadas ao local, onde um incêndio teve início após o impacto.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a aeronave descendo de forma acentuada antes de cair em uma área de floresta próxima ao rio Angara. As imagens ainda não foram verificadas de forma independente.
[twitter link=""]Informações preliminares divulgadas por autoridades russas apontam para uma falha de motor como possível causa do acidente. Investigadores devem analisar os destroços para determinar as circunstâncias que levaram à queda.
O acidente ocorre após outro Tu-22M3 cair na região de Irkutsk em abril de 2025. Naquele episódio, os quatro tripulantes ejetaram após o bombardeiro apresentar uma pane técnica, embora um dos pilotos tenha morrido posteriormente. Autoridades russas também relataram um acidente semelhante com um Tu-22M3 na região em agosto de 2024.

O Tu-22M3 é um bombardeiro supersônico de longo alcance e asa de geometria variável, desenvolvido durante a era soviética e conhecido pela OTAN como Backfire. Em operação desde a década de 1980, a aeronave segue como uma das principais plataformas de ataque das Forças Aeroespaciais da Rússia.
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O bombardeiro pode transportar uma variedade de armamentos convencionais e nucleares, incluindo os mísseis de cruzeiro de longo alcance Kh-22 e Kh-32. A Rússia também adaptou algumas aeronaves Tu-22M3 para empregar o míssil hipersônico Kh-47M2 Kinzhal lançado do ar.
Desde o início da guerra na Ucrânia, bombardeiros Tu-22M3 têm sido empregados em missões de ataque de longo alcance contra alvos em todo o país. O modelo também já participou de operações de combate na Síria.
O acidente é o mais recente envolvendo aeronaves militares russas durante o período do conflito, enquanto Moscou mantém ritmo operacional elevado em sua aviação estratégica.



